O uso da internet já faz parte da rotina de 48% da população brasileira. Pelo menos 65% dos jovens com até 25 anos acessam a internet diariamente. O percentual cai para 4% entre pessoas acima de 65 anos. Os dados são da Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, e apontam que, no Brasil, a exposição no mundo virtual é intensa: 76% dos usuários acessam a internet todos os dias, com média diária de 4h59 de segunda a sexta-feira, e de 4h24 nos finais de semana.
De acordo com a PBM 2015, o percentual de pessoas que utilizam internet diariamente saltou dos 26%, registrados em 2014, para os 37% este ano. Encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), a pesquisa foi aplicada entre os 5 e 22 de novembro de 2014, para 18.312 pessoas maiores de 16 anos, em 848 municípios nos 26 estados brasileiros e Distrito Federal.
Mas se o panorama mostra o crescimento do uso deste meio de comunicação, o outro lado disso é que também crescem os usuários vulneráveis aos crimes virtuais. E as frentes de riscos são muitas, de golpes financeiros a crimes de ofensa e ódio como racismo e homofobia, além de pornografia infantil e aliciamento sexual de crianças, divulgação de vídeos ou imagens íntimas e invasão de perfis nas redes sociais.
TERRA SEM LEI
“Na internet também vale a lei aplicada fora dela e tudo o que se faz ali deixa um registro”, alerta Rodrigo Nejim, diretor de educação da ONG SaferNet Brasil – que trabalha no combate ao uso indevido da internet para a prática de crimes e violações contra os Direitos Humanos. Para a ONG, o mundo virtual não pode ser tratado como uma “terra sem lei”.
E para evitar ser vítima de uma fraude, o internauta precisa se certificar de que aquele site é confiável - ou se aquela mensagem na rede social ou e-mail que direciona o usuário para clicar em um link não se trata de um “phishing”, por exemplo. Além disso, o usuário precisa ter muito cuidado com o que compartilha ou posta na sua rede social. Outra precaução importante é sempre ter cuidado ao procurar uma página. O melhor a fazer é sempre digitar o endereço do site no navegador.
Nejim ressalta que nunca se deve compartilhar imagens com conteúdo de violência ou sexual. E quem não concorda com esses e outros tipos de conteúdos abusivos e criminosos deve denunciar, recomenda o membro da ONG. É possível fazer isto no próprio site da SaferNet.
E o mais importante: se você foi vítima, o melhor caminho é formalizar uma denúncia junto à polícia.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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