O Facebook está em guerra. Fanpages disseminadoras de discursos considerados conservadores e páginas feministas, pró-LGBT e anti-racismo têm sofrido ataques nos últimos dias.
Tudo teria iniciado no domingo (1), após a página “Orgulho de ser hetero”, notória por compartilhar conteúdo machista e homofóbico, sair do ar.
A derrubada foi comemorada por usuários e por outras páginas na rede social. “Racistas, misóginos, preconceituosos e todos aqueles que inferiorizarem e discriminarem as pessoas baseados em suas características, também como etnia, orientação sexual, religião, entre outras: não passarão”, postou a página Dilma Bolada.
Logo em seguida, outras páginas que compartilhavam das mesmas ideias também saíram do ar, após denúncias, como “Luana Basto”, “Humans of PT”, “Bolsonaro Zuero” e “Moça, Não sou Obrigado a ser Feminista”.
Em contra-ataque, os integrantes de páginas conservadoras também promoveram a derrubada de páginas como “Feminismo sem demagogia” e “Jout Jout Prazer”.
A “Feminismo Sem Demagogia” foi criada, em seguida, por fakes, que ridicularizam o feminismo de forma irônica e caricata. Um deles diz: “Queridxs, não deixemos que a sociedade atual nos imponha esses padrões de belezas esdrúxulos, ao qual nós somos obrigadas todos os dias a se adequar. Por meio deste, então, trago mais um de muitos outros tutoriais de como se portar perante a sociedade patriarcal, e nos darmos bem com os homens e, os satisfazerem na hora do bate-bife. Tutorial adequado de como manter as axilas cuidadas e hidratadas! Breve postarei novos tutorial de como agradar nossos homens em casa com coisas simples. #RaspeDuasAxilas”.
"Não dá para saber a causa exata", comentou a jornalista Julia Tolezano, a Jout Jout, sobre a página dela ter saído do ar, à Veja SP. "Eu só sei que não faço vídeos contra um grupo específico, mas a favor de outro", disse.
Os seguidores de Jout Jout acreditam que um vídeo específico da youtuber sobre assédio sexual, postado no dia 27 de outubro e intitulado “Vamos fazer um escândalo”, tenha provocado o "derrubaço". Apágina retornou no final da tarde desta quarta (4).
No Facebook, um evento chamado “Multirão Hétero” [sic] convidava internautas a denunciar e derrubar as páginas “Dilma Bolada”, “Travesti Reflexiva” e “Quebrando o Tabu”, que falam de questões dos direitos femininos e LGBTs.
(DOL)
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