O estudante de Geologia Giovani Reis, de 21 anos, não lembra quando foi a última vez que ligou para alguém, mas não tem dúvida de que a primeira ligação que recebeu esta semana foi do DIÁRIO, para ser entrevistado. Ele diz que trocou as ligações por conversas instantâneas disponíveis através de inúmeros aplicativos no celular. “Eles são perfeitos substitutos na hora da comunicação. Há facilidade, rapidez e acaba sendo mais barato”, garante.
Quando questionado sobre o tempo que passa ‘online’, ele se assusta: “Acho que 12 horas por dia eu estou conectado”. Desde que ganhou o primeiro celular, aos 9 anos, o universitário descobriu um mundo na internet. De lá pra cá, Giovani contabiliza já 21 aparelhos que passaram pelas suas mãos, renovados para acompanhar modernidades e facilidades oferecidas na hora de baixar os apps. Giovani conta que já foi desapegado do telefone. Porém, um intercâmbio, realizado no ano passado, foi o momento crucial para mudanças de hábitos na hora de falar com a família. Em vez de discar o número do telefone dos pais, ele digitava textos, gravava áudios e até conversava por imagens transmitidas instantaneamente. “A grande vantagem é a rede WiFi, que não te obriga a usar o crédito da operadora de telefonia”.
TRANSFORMAÇÕES
As mensagens instantâneas, gravações de áudio e conversas em vídeo com as quais Giovani está familiarizado são formas de comunicação que estão sendo cada vez mais utilizadas pela sociedade e estão se adaptando às necessidades da população. É o que afirma Diogo Miranda, especialista em Novos Hábitos na Comunicação e pesquisador em Novas Tecnologias e Usos Sociais. Miranda lembra que esse cenário está permanentemente em transformação. E partir da década de 2000, aconteceram duas mudanças significativas: a popularização e o barateamento dos smartphones, que influenciaram muito alguns novos hábitos de consumo.
“Precisamos olhar para isso tudo como uma nova forma cultural. Toda vez que se tem um recurso novo, ele vai ser utilizado”, pondera Diogo. E esse novo jeito de se comunicar ao celular é avaliado pelo professor de forma positiva. “Tudo se transforma e isso acontece cada vez mais rápido. E tem trazido muitos benefícios para todos. Hoje todos podemos dialogar e produzir conteúdos por váriosde canais de comunicação”.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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