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Dolby Labs está usando a tecnologia para entender as suas reações a séries e filmes

Existem diversos métodos para entender o que alguém sentiu ao interagir com alguma mídia como filmes, episódios de séries ou mesmo um videogame. Pode ser uma pesquisa com alguns voluntários antes do lançamento, um questionário na internet ou mesmo analise

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Existem diversos métodos para entender o que alguém sentiu ao interagir com alguma mídia como filmes, episódios de séries ou mesmo um videogame. Pode ser uma pesquisa com alguns voluntários antes do lançamento, um questionário na internet ou mesmo analise de feedback dos consumidores em redes sociais.

Atualmente, na Dolby Labs, o método utilizado é menos subjetivo e mais tecnológico e conta com uma sala a prova de som (para evitar interferências externas), um capacete eletroencefalográfico (EEG, para medir a atividade elétrica gerada pelos neurônios), um medidor de frequência cardíaca e um para monitorar a resposta galvânica da pele (ou simplesmente suor) e uma câmera termográfica para acompanhar as mudanças de temperatura no espectador.

Poppy Crum, cientista que lidera a equipe do bio laboratório da Dolby Labs, comentou que cada um desses equipamentos ajuda a entender melhor a experiência humana e como as pessoas estão reagindo a cada uma das cenas apresentadas na tela, se está fazendo com que o coração acelere, causando sono ou mesmo fazendo com que o rosto fique corado em algum momento inesperado.

Poppy Crum (dir.) ao lado de uma voluntária
Poppy Crum (dir.) ao lado de uma voluntária

A cientista comentou que a vantagem desse tipo de setup com vários tipos de equipamentos medindo diversas variáveis ao mesmo tempo é que permite que os voluntários que ajudam nos testes (atualmente são cerca de 40) fiquem em posições mais confortáveis e naturais, que se ajustem à maneira com que eles estão acostumados a consumir conteúdo em casa.

Nós podemos perceber quão engajados eles estão, e ver se eles estão se sentindo aflitos, tudo no através da câmera termográfica. Nós também podemos verificar o estado emocional enquanto eles estão consumindo conteúdo e usar informações sobre as pupilas para determinar para onde eles estão olhando e no que estão prestando atenção. Até o diâmetro da pupila é um bom indicativo de quão engajado alguém está.

Por enquanto, esse tipo de tecnologia não está sendo utilizado para influenciar os criadores, nem para modificar o conteúdo, apenas para analisar o resultado final depois de pronto. Entretanto, Poppy não descarta esse tipo de parceria no futuro:

Nossa intenção no momento é entender a intenção do criador e usar essas respostas para determinar qual algoritmo melhor acentua a ideia original que o criador de conteúdo tinha em mente. Porém, vários criadores [de conteúdo] que passaram por esse laboratório ficaram bastante interessados em trabalhar conosco em uma parceria que teria uma troca mútua de conhecimentos e como esses dados poderiam ajudar a informar as decisões deles ou trazer uma experiência mais interativa.

Por enquanto, a melhor maneira de mostrar que gostou ou não de algum conteúdo, ainda é através dos velhos métodos de reclamar muito no twitter ou classificar filmes e séries na Netflix.

Fonte: Jovem Nerd

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