
Ainda no final de 2016, os cientistas notaram que uma rachadura se propagava rapidamente, ameaçando liberar um dos maiores icebergs do mundo em direção ao mar. A previsão se confirmou em julho deste ano, quando uma massa de gelo do tamanho do Distrito Federal se desprendeu da Antártida.
Batizado de A-68, o iceberg com mais de 5 mil quilometros quadrados de área que se desprendeu fazia parte da Larsen C, uma das maiores plataformas de gelo flutuante, com 50 mil km². Cientistas acreditam que a liberação do A-68 pode desencadear um efeito cascata e acelerar o colapso da Larsen C.
A probabilidade é que a plataforma de gelo siga o exemplo das Larsen A e B, que se soltaram em 1995 e 2002, respectivamente, e passaram a encolher rapidamente. A previsão é que desapareçam por completo até o fim da década.

O derretimento da Larsen C poderia ser catastrófico, com o nível do mar do planeta subindo, pelo menos, dez centímetros. “Como a plataforma de gelo está ajudando a segurar o gelo da península antártica, o gelo se soltará mais rapidamente”, afirmou Nathan Kurtz, cientista da Nasa que lidera a operação Icebridge, para o jornal Washington Post.
Imagens feitas pela NASA com a ajuda dos satélites Landsat 8 e Terra, mostram que o iceberg já se distanciou um pouco da Larsen C, soltando inúmeros pedaços menores de gelo pela região.

Fonte: Revista Galileu
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