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Empresas demitem 4 mil por não responderem mensagem no WhatsApp

O WhatsApp é um dos aplicativos de celular mais populares e tem sido muito utilizado como ferramenta de trabalho. A novidade é que não responder as mensagens pode levar a punições. Segundo estimativa de especialistas, cerca de 4 mil trabalhadores foram de

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O WhatsApp é um dos aplicativos de celular mais populares e tem sido muito utilizado como ferramenta de trabalho. A novidade é que não responder as mensagens pode levar a punições. Segundo estimativa de especialistas, cerca de 4 mil trabalhadores foram demitidos este ano por não darem retorno a solicitações de clientes, superiores ou colegas de trabalho. O número de demitidos é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A diretora da Center RH, Eliana Machado, afirmou que as demissões, geralmente, são sem justa causa e de trabalhadores que ganham celular corporativo para receber demandas de clientes e da própria empresa.

"Hoje, para muitas funções, na hora da contratação o funcionário já tem a informação de que receberá um aparelho para ficar a disposição da empresa em alguns horários. Isso é comum em cargos operacionais, em que a pessoa precisa solucionar problemas eventuais".

Ela explicou que, em muitos casos, o trabalhador deixa de responder de forma rápida. "Isso faz com que haja um desgaste na relação se for de forma reiterada, podendo levar à demissão".

Segundo Eliana, dos 202.065 trabalhadores demitidos de janeiro a outubro, 2% foram desligados por esse motivo.

O CEO da Heach Brasil, Estados Unidos e América Latina, Elcio Paulo Teixeira, afirmou que esse tipo de situação acontece não só quando o celular é fornecido pela empresa, mas quando o telefone pessoal é usado e ela não costuma responder. "Se dentro da jornada o trabalhador não responde a demandas de clientes, por exemplo, isso cria um desgaste na relação de trabalho".

Ele acrescentou que é importante ressaltar que o uso do aplicativo deve ser precedido de um acordo entre funcionário e empregador, com regras de uso e horários para enviar mensagens.

"Se não houver regras claras e definidas, o empregador pode causar prejuízos ao período de descanso do trabalhador".

Excesso também prejudica

Além de deixar de dar respostas pelo WhatsApp, um fator mais comum de demissões por causa da tecnologia é o excesso de uso para fins pessoais, como no caso das redes sociais. Eliana Machado afirmou que tem sido comum empregados exagerarem no uso do aplicativo durante o expediente. "A tecnologia ajuda, mas algumas pessoas se excedem nas mensagens pessoais e acabam deixando de estarem atentas e de executarem suas tarefas".

Elcio Paulo Teixeira destacou que é preciso ficar atento ao tempo em que se fica no celular no trabalho e tomar cuidado com o que se envia pelo aplicativo, pois é comum saia justa com mensagens enviadas para um grupo errado.

Há casos, inclusive, de pessoas que falam mal do chefe ou da empresa e enviam para pessoas e grupos errados.

(Com informações da Tribuna Online)

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