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Por que o Google desistiu de premiar empresas que pousarem na Lua

Em nota, os dirigentes da XPRIZE, fundação sem fins lucrativos que criou e gerenciou a competição, esclareceram que as cinco equipes finalistas não seriam capazes de lançar suas sondas antes do prazo final, 31 de março, e que portanto nenhuma delas era el

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Em nota, os dirigentes da XPRIZE, fundação sem fins lucrativos que criou e gerenciou a competição, esclareceram que as cinco equipes finalistas não seriam capazes de lançar suas sondas antes do prazo final, 31 de março, e que portanto nenhuma delas era elegível para embolsar o grande prêmio de US$ 30 milhões.

Em entrevista concedida à GALILEU pouco depois de o prazo para o lançamento ter sido adiado novamente, o diretor sênior do projeto, Chanda Gonzales-Mowrer, adiantou que esta seria a última chance. “Não haverá mais nenhuma extensão adicional ao Google Lunar XPRIZE”, prometeu, em novembro de 2017.

O problema é que arcar com o lançamento de um foguete e todos os custos envolvidos no projeto, pouso e comando de uma sonda lunar ainda é algo extremamente caro. Historicamente, missões assim são exclusividade das agências espaciais governamentais. Prova disso é o fato de que, segundo a nota da XPRIZE, todas as equipes envolvidas no prêmio conseguiram captar mais de US$ 300 milhões desde 2007. Não foi o bastante.

Animação mostra sonda da Moon Express pousando na Lua (Foto: Divulgação)

Uma delas, a japonesa Hakuto, conseguiu atrair sozinha um investimento de US$ 90 milhões — mas contava com uma carona no pousador da concorrente indiana, TeamIndus, que não conseguiu financiamento. Também faltou dinheiro à israelense SpaceIL, e o consórcio internacional Synergy Moon foi reticente quanto aos progressos. A Moon Express, dos EUA, dispunha de recursos, mas não tinha onde montar a sonda.

Fiasco lunar?

Apesar da sensação generalizada de que o Google Lunar XPRIZE foi um fracasso, os organizadores não enxergam dessa forma. “Nós queremos entregar os prêmios, mas mesmo se nenhum time ganhar, isso não leva embora o progresso que essas equipes trouxeram à indústria”, disse Gonzales-Mowrer, antes do cancelamento.

Com um olhar otimista para o legado da corrida privada à Lua patrocinada pelo Google, o diretor sênior acredita que os esforços de uma década das equipes renderão frutos. “Há negócios sólidos como resultado, e o empenho dos times vai reduzir os custos do tranporte lunar”, afirmou.

Ele também destaca que o prêmio inspirou muita gente no mundo todo e estimulou a inovação na indústria espacial. Na nota, Peter Diamandis e Marcus Shingles, executivos da XPRIZE, afirmaram que, se todas as competições que lançassem tivessem um vencedor, “eles não estariam sendo audaciosos o bastante”. Também informaram que estão estudando maneiras para dar continuidade ao projeto.

As ideias incluem encontrar um novo patrocinador ou então prosseguir sem os prêmios em dinheiro, apenas acompanhando e promovendo as equipes. Quase todas elas afirmaram que continuarão tocando seus negócios lunares — um passo importante, segundo Gonzales-Mowrer, para que a espécie humana se torne interplanetária. “Seria incrível ver a Lua sendo usada como ponto de partida para o resto do Universo.”

(Com informações do The New York Times)

Fonte: Revista Galileu

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