Nos primeiros meses da pandemia no mundo, o setor de turismo registrou uma queda de 70%. No Brasil, o prejuízo foi de R$ 65,6 bilhões durante um ano, de acordo com o levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Pensando no setor de turismo, o Castelo de Bran, na Romênia, onde o conde Drácula, o mais famoso dos vampiros morava, está vacinando contra a Covid-19. As pessoas responsáveis por aplicar os imunizantes usam nos seus uniformes adesivos de bocas sangrentas e dentes pontiagudos.
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Médicos e enfermeiras oferecem a vacina da Pfizer a todos que chegam ao Castelo de Bran, já que não há necessidade de agendamento.
Quem sair imunizado do Castelo do Drácula, na Transilvânia, região central romena, ganha brindes. Um certificado que comprova a visitação e a “ousadia e responsabilidade” por receber a injeção, garantindo boas vindas no castelo “pelos próximos 100 anos”, além de um tour gratuito pela “câmara de tortura” do lugar, de acordo com o The Guardian. Na exibição, são expostos 52 instrumentos de tortura medievais.

O objetivo do governo de usar o local como posto de vacinação é atrair turistas para a fortaleza, na cadeia montanhosa europeia dos Cárpatos, já que o número de visitantes despencou durante a pandemia; e aumentar o número de vacinados na Romênia, segundo a BBC.
O Castelo de Bran foi construído no século XIV, ele é considerado uma inspiração para a residência do vampiro do romance “Drácula”, escrito pelo irlandês Bram Stoker. No entanto, não há evidências de que o escritor conhecesse o lugar. A construção está erguida entre as florestas abaixo das montanhas dos Cárpatos, a cerca de 170km ao norte da capital da Romênia, Bucareste.
A associação com a obra de Stoker acontece porque acredita-se que o Castelo de Bran tenha hospedado o príncipe e guerreiro romeno Vlad Tepes, conhecido como "o Empalador", em quem o romance “Drácula” foi inspirado. Não há, no entanto, a confirmação de que ele tenha realmente visitado ou permanecido no local.
A intenção do governo romeno é vacinar 10 milhões de pessoas até setembro, apesar de quase metade da população do país ter afirmado não estar inclinada a receber a vacina, segundo pesquisa do grupo europeu Globsec. A porcentagem de hesitação é uma das maiores da Europa.
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