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INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO

Confira dicas para comprar imóvel em leilão sem correr riscos

Crescimento dos leilões imobiliários atrai novos compradores e exige atenção redobrada antes do lance

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Imagem ilustrativa da notícia Confira dicas para comprar imóvel em leilão sem correr riscos camera Antes de dar o lance, especialista destacam que é importante conhecer cada detalhe do imóvel e do edital. | chayanuphol | Shutterstock / Portal EdiCase

Com descontos que podem chegar a 40% em relação ao mercado tradicional e uma estrutura cada vez mais transparente, os leilões imobiliários deixaram de ser território exclusivo de investidores experientes e estão atraindo cada vez mais brasileiros. Dados da Associação Brasileira dos Arrematantes de Imóveis (ABRAIM) mostram que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram concretizados 116,6 mil negócios, um avanço de 25,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse movimento reflete uma mudança de perfil impulsionada pela digitalização dos pregões e pela maior disseminação de informações.

O leiloeiro oficial Rogério Menezes, com 36 anos de atuação, afirma que a abertura desse mercado tem atraído compradores comuns em busca de economia, segurança jurídica e potencial de valorização. Segundo ele, o segredo está na preparação. “Hoje, qualquer pessoa pode participar de um leilão imobiliário com segurança. O segredo é estudar bem o edital, avaliar os riscos e contar com orientação profissional”, diz.

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Veja 7 dicas essenciais para ingressar nesse universo sem correr riscos:

1. Leia o edital com atenção

O edital é o documento central de qualquer leilão e deve ser lido na íntegra antes de qualquer lance. Nele constam informações completas sobre o imóvel, situação de ocupação, eventuais débitos, condições de pagamento e prazos. Essas diretrizes são determinantes para avaliar se a oportunidade é realmente vantajosa, especialmente para quem está entrando no mercado pela primeira vez.

Ignorar detalhes desse documento pode comprometer todo o investimento, alerta o leiloeiro. “Nunca dê um lance sem ler o edital na íntegra. É ali que estão os detalhes que determinam se o investimento vale a pena”, afirma Rogério Menezes. A leitura minuciosa evita surpresas e reduz significativamente os riscos de prejuízo.

2. Verifique a matrícula e a documentação

Antes de disputar um lance, é fundamental examinar a matrícula do imóvel e as certidões disponíveis na plataforma do leiloeiro. Esses documentos ajudam a identificar penhoras, hipotecas, ações judiciais e outras pendências que podem interferir na posse ou no uso do bem. Trata-se de uma etapa simples, mas decisiva para garantir uma compra juridicamente segura.

Esse cuidado também permite planejar eventuais custos adicionais que não aparecem no valor do lance, como regularizações ou baixas de gravames. “É uma forma simples de evitar surpresas jurídicas e garantir que a compra será segura”, destaca Menezes.

3. Calcule todos os custos

Participar de um leilão exige planejamento financeiro que vai além do valor arrematado. ITBI, taxas administrativas, custas cartorárias e possíveis reformas devem entrar na conta. Em alguns casos, esses gastos adicionais representam uma parcela significativa do investimento total e precisam ser considerados antecipadamente.

Apesar dessas despesas, o leiloeiro reforça que o retorno costuma compensar. “Mesmo com esses custos adicionais, o desconto final costuma ser expressivo, chegando a 40% em relação ao preço de mercado”, afirma. Dessa forma, a economia depende do cálculo correto do comprador.

4. Avalie o estado físico do imóvel

Visitar o imóvel, quando possível, ou analisar fotos, laudos e relatórios disponibilizados no site do leilão é uma etapa importante para evitar frustrações. Esses materiais ajudam a identificar o estado de conservação, a necessidade de reformas e eventuais irregularidades estruturais que impactam no custo final do investimento.

Outra questão relevante é verificar se o imóvel está ocupado e como funciona o processo de desocupação. Em alguns casos, ele já está liberado para uso imediato. Já em outros, ele ainda exige trâmites judiciais. “Alguns imóveis já estão prontos para morar, outros exigem regularização. Planejamento é essencial”, explica Menezes.

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5. Participe de leilões oficiais e auditados

Optar por plataformas digitais reconhecidas e leiloeiros registrados na junta comercial é uma medida de segurança indispensável. A profissionalização do setor, impulsionada por normas e auditorias, contribuiu para aumentar a confiança do público e reduzir práticas irregulares.

Essa escolha aumenta a transparência das transações e assegura que toda a documentação siga padrões legais. “O mercado está cada vez mais profissional e fiscalizado. Leilões oficiais garantem transparência, documentação correta e lisura nas transações”, reforça o especialista.

6. Defina um limite de lance e mantenha a disciplina

A adrenalina da disputa pode levar compradores a ultrapassar valores previamente planejados, comprometendo a rentabilidade do negócio. Por isso, segundo o especialista, definir um teto de investimento e respeitá-lo é uma regra fundamental para evitar prejuízos futuros.

Essa postura ajuda a manter o foco na estratégia financeira. “Comprar em leilão é investimento racional, não emocional. O foco deve ser a rentabilidade e o equilíbrio financeiro”, orienta Menezes.

7. Conte com assessoria jurídica e imobiliária

Advogados e corretores especializados em leilões auxiliam na interpretação do edital, análise da documentação e acompanhamento das etapas posteriores à arrematação. Esse acompanhamento profissional reduz riscos e proporciona mais agilidade na posse do imóvel.

Para o leiloeiro, trata-se de um investimento que compensa. “É um custo pequeno diante da segurança que traz. Uma assessoria evita erros e agiliza a posse do imóvel”, afirma. A presença de especialistas dá ao comprador a segurança necessária para avançar com tranquilidade.

Um mercado em expansão

O avanço dos pregões digitais e o aumento da oferta de imóveis ampliaram o alcance dos leilões no país. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 320 mil imóveis foram leiloados entre 2023 e 2024, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, cidades onde o formato online registrou crescimento superior a 30% no último ano.

Para Rogério Menezes, o momento é favorável para quem se prepara. “Leilão é oportunidade com propósito. Quem se informa, pesquisa e planeja consegue comprar com segurança e multiplicar o valor do investimento em poucos anos”, conclui.

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