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CONTROLE DE PRAGA

Traças em casa: aprenda como eliminar e proteger roupas e livros

Especialistas explicam hábitos dos insetos e formas de prevenir danos.

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Imagem ilustrativa da notícia Traças em casa: aprenda como eliminar e proteger roupas e livros camera Especialistas explicam hábitos dos insetos e formas de prevenir danos | Reprodução/Freepik

Traças não oferecem riscos à saúde, mas destroem tecidos, livros e documentos em casas com pouca luz e muita umidade. Especialistas apontam medidas simples para evitar a presença desses insetos e explicam quando é necessário contratar serviços profissionais.

A professora de entomologia agrícola da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Andreia Evaldt, identifica duas espécies principais que invadem residências no país. A primeira é a Lepisma saccharina, conhecida popularmente como peixinho-prata. A segunda é a Phereoeca uterella, que aparece em sua fase jovem dentro de casulos colados nas paredes.

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Ambas as espécies se alimentam de celulose, tecidos e resíduos acumulados em frestas e móveis.

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O peixinho-prata consome açúcar e celulose, o que explica sua preferência por livros, documentos e álbuns de fotografia. Já a Phereoeca uterella ataca principalmente tecidos de algodão e lã, o que resulta em roupas e cobertores perfurados.

Manter a residência limpa, seca e ventilada é fundamental para bloquear a chegada desses insetos.
📷 Manter a residência limpa, seca e ventilada é fundamental para bloquear a chegada desses insetos. |Reprodução

Portas abertas para invasores silenciosos

O peixinho-prata geralmente chega às casas em materiais vindos da rua. Caixas de papelão, livros usados e jornais velhos são os principais veículos de transporte.

A outra espécie, que se parece com pequenas mariposas na fase adulta, entra pelas frestas de portas e janelas mal vedadas.

"Às vezes a pessoa guarda uma peça no armário por muito tempo e tem traças em casa, então quando ela pega a roupa está cheia de furinhos", destaca Andreia.

Os esconderijos preferidos

O biólogo Hugo Bascunan explica que esses insetos buscam ambientes escuros e úmidos, onde encontram condições perfeitas para se reproduzir e viver por longos períodos.

Armários, guarda-roupas, gavetas, rodapés e cantos de paredes são os locais favoritos.

"Para elas, é interessante que tenha o que chamamos de os quatro As: o alimento, a água, o acesso e o abrigo. Então, temos que evitar esses quatro tópicos para impedir que elas apareçam", orienta o biólogo.

Medidas preventivas eficazes

Manter a residência limpa, seca e ventilada é fundamental para bloquear a chegada desses insetos. As ações preventivas incluem:

  • Aspirar regularmente a casa, com atenção especial a frestas e áreas escondidas;
  • Limpar armários mesmo os que ficam fechados por meses;
  • Instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
  • Guardar roupas e cobertores em sacos plásticos selados quando ficar muito tempo sem uso;
  • Usar capas com zíper para ternos e vestidos delicados;
  • Manter livros em estantes fechadas ou limpar com frequência;
  • Evitar acúmulo de papéis, caixas e tecidos;
  • Revisar objetos vindos da rua, como caixas de papelão e jornais.

Quando a limpeza não resolve

Se a infestação está no começo, aspirador e produtos de limpeza comuns podem ser suficientes. Porém, quando há muitos insetos visíveis, isso indica presença de larvas e ovos espalhados pela casa.

"Se há muitas traças na residência, provavelmente o local já está cheio de larvas e ovos, aí não adianta só limpar, porque não irá eliminá-las por completo", alerta Hugo.

Receitas caseiras têm alcance limitado

Segundo o biólogo, vinagre, cravo-da-índia ou óleos essenciais podem afastar as traças adultas temporariamente, mas não resolvem o problema de forma definitiva.

"No momento da aplicação, essas receitas podem até incomodar as traças adultas, mas não vão matar os ovos nem as larvas. Depois de um certo tempo, o problema retorna", afirma.

Controle profissional em casos graves

Em infestações severas, o controle químico feito por empresas especializadas é a opção mais eficaz. O procedimento elimina todas as fases dos insetos e é seguro quando executado por profissionais habilitados.

"A tentativa de eliminar os insetos por conta própria aumenta o risco de a pessoa se intoxicar, bem como pode fazer mal às crianças e aos animais domésticos", ressalta Hugo.

O biólogo enfatiza que os produtos utilizados são controlados e exigem aplicação correta, feita apenas por profissionais treinados e certificados.

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