Pequenos, macios e muito fofos, o pika-de-Ili (Ochotona iliensis) é considerado um dos animais mais raros do mundo e enfrenta risco de extinção, de acordo com estudos conduzidos por pesquisadores chineses. Ele vive em regiões montanhosas da China.
A espécie foi registrada pela primeira vez em 1983 pelo cientista Li Weidong, na província de Xinjiang, no noroeste da China. O animal foi encontrado entre formações rochosas nas montanhas da região. Após análises da Academia Chinesa de Ciências, o exemplar foi reconhecido como uma nova espécie. O nome faz referência à região de Ili, local de origem do pesquisador responsável pela descoberta.
O pika-de-Ili mede cerca de 20 centímetros e apresenta características físicas como orelhas largas e focinho curto. O habitat natural da espécie está localizado em áreas de grande altitude, entre 2.800 e 4.100 metros, nas montanhas Tian Shan, onde predominam baixas temperaturas e presença constante de neve.
Habitat e ameaças ambientais
O animal se alimenta principalmente de plantas, ervas e gramíneas típicas das regiões montanhosas. No entanto, mudanças ambientais têm afetado diretamente o ecossistema onde a espécie vive. O aumento das temperaturas tem provocado o derretimento de geleiras e alterações no regime de neve, reduzindo as áreas adequadas para a sobrevivência do pika-de-Ili.
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Com a redução do habitat, os animais são forçados a buscar áreas cada vez mais altas, o que limita ainda mais as possibilidades de adaptação e reprodução.
População em queda
Desde a descoberta da espécie, apenas 29 indivíduos foram oficialmente avistados na natureza. Estimativas atuais indicam que a população pode ser inferior a mil exemplares. Segundo Li Weidong, houve uma redução de cerca de 70% no número de indivíduos nos últimos 20 anos.
Em 1996, o pika-de-Ili passou a integrar a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) na categoria “vulnerável”. Em 2008, a classificação foi atualizada para “ameaçado de extinção”. O governo chinês reconhece oficialmente o risco de desaparecimento da espécie.
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Esforços de conservação
Pesquisadores e conservacionistas defendem a criação de áreas protegidas específicas, o fortalecimento de pesquisas de campo e ações de conscientização para tentar preservar a espécie. Para Li Weidong, a identificação do animal foi apenas o início do processo, e a preservação depende de esforços contínuos da comunidade científica e de políticas ambientais voltadas à conservação da biodiversidade.
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