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DICAS DE OURO

Ar-condicionado: veja o que fazer para economizar na conta de luz

Especialistas dão dicas de como economizar e o que pode estar prejudicando na sua conta de energia elétrica. Veja!

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Imagem ilustrativa da notícia Ar-condicionado: veja o que fazer para economizar na conta de luz camera Freepik

Quem tem ar-condicionado em casa sabe que esse eletrodoméstico pode custar alguns quilowatts a mais na conta de energia elétrica, não é mesmo? O que muita gente não sabe é que alguns erros podem estar facilitando esse processo e fazendo você gastar ainda mais.

Um dos erros, por exemplo, é instalar a unidade interna do ar-condicionado muito próxima ao teto. Isso pode anular a economia de energia, ainda que seja em modelos mais novos.

Para evitar que o compressor funcione em potência máxima sem necessidade, fabricantes do setor destacam a importância de seguir a chamada “regra dos 15 cm”.

Entenda a 'regra dos 15 cm'

Normas técnicas de fabricantes como Daikin e Samsung indicam que a “regra dos 15 cm” corresponde ao afastamento mínimo entre a evaporadora e o teto, necessário para garantir a correta captação do ar quente. Esse espaço é essencial para o funcionamento do ciclo de refrigeração, já que a falta de área adequada compromete a circulação do ar e obriga o sistema a consumir mais energia para atingir a temperatura desejada. Sem esse fluxo adequado, o aparelho perde eficiência e prejudica o conforto térmico do ambiente.

Por que há aumento no consumo de energia?

De acordo com diretrizes de eficiência do Inmetro, o consumo elevado de energia está diretamente relacionado ao esforço do compressor para compensar a má circulação de ar. Quando a evaporadora é instalada sem o recuo adequado, o sistema passa a operar por ciclos mais longos até alcançar a temperatura desejada. Na prática, isso mantém o componente mais caro do equipamento em funcionamento por mais tempo, reduzindo ou até anulando a economia prometida por modelos com Selo Procel A ou tecnologia Inverter.

Para o professor Rodrigo Bernardello, coordenador de especialização da FEI, a questão não está em uma falha na leitura do sensor, mas sim em um estrangulamento físico do fluxo de ar.

“Caso a distância mínima não seja respeitada, o fluxo de ar ficará prejudicado, interferindo no bom funcionamento. As consequências são a redução da vazão, aumento no consumo e até o desgaste prematuro de componentes”, alerta o especialista.

Segundo a análise técnica de Bernardello, a circulação inadequada do ar faz com que a serpentina funcione abaixo da temperatura ideal, o que acaba sobrecarregando a válvula de expansão. Esse quadro, comum em instalações mal planejadas, aumenta o consumo de energia em aparelhos do tipo split, de janela ou portáteis.

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O que o "curto-circuito de ar"?

Com base nos manuais técnicos de fabricantes como LG e Carrier, o chamado “curto-circuito térmico” acontece quando o ar frio expelido retorna rapidamente à entrada do próprio aparelho. Esse processo compromete a circulação adequada pelo ambiente e gera uma falsa percepção de que o espaço já está climatizado. Como consequência, o sensor interrompe o resfriamento antes do tempo, enquanto outras áreas do cômodo permanecem quentes, levando o sistema a ciclos frequentes de liga e desliga que aumentam o consumo de energia.

Para Mariangela Rolfini, vice-presidente do DNIM da Abrava, esse tipo de problema é comum em projetos que priorizam apenas a estética.

“O curto-circuito geralmente está associado à instalação em locais confinados, como nichos ou sancas fechadas, ou ao distanciamento inadequado do teto”, explica a especialista.

Em espaços reduzidos, a presença de obstáculos próximos à saída de ar agrava ainda mais o problema, dificultando a dispersão adequada e transformando um equipamento de alta eficiência em uma fonte de desconforto.

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