O céu do fim de maio de 2026 promete um espetáculo especial para os amantes da astronomia. Na noite do dia 31, dois fenômenos lunares raros acontecerão ao mesmo tempo: a chamada “Lua Azul”, quando ocorre a segunda Lua Cheia dentro do mesmo mês, e a “Microlua”, momento em que o satélite natural da Terra estará em seu ponto mais distante do planeta. A combinação desses eventos tornará a observação ainda mais interessante, especialmente pela presença da estrela Antares, que aparecerá próxima da Lua e criará um belo contraste visual no céu.
O final deste mês de maio de 2026 contará com dois fenômenos astronômicos especiais. Na noite do dia 31, ocorrerá a chamada “Lua Azul”, nome dado à segunda Lua Cheia registrada dentro do mesmo mês. Além disso, o satélite natural da Terra estará em seu ponto mais distante do planeta, fenômeno conhecido como “Microlua”.
Segundo o astrônomo e professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Dr. Gabriel Hickel, a ocorrência de duas Luas Cheias em um único mês é relativamente rara e costuma acontecer apenas a cada dois ou três anos.
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De acordo com o especialista, isso ocorre porque o intervalo médio entre duas Luas Cheias é de aproximadamente 29,5 dias, enquanto os meses do calendário possuem entre 28 e 31 dias. Assim, quando a primeira Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, existe a possibilidade de um novo ciclo se completar antes do seu encerramento.
Já a “Microlua” acontece quando a Lua atinge o chamado apogeu, ponto mais distante da Terra em sua órbita. O fenômeno é justamente o oposto da conhecida “Superlua”, que ocorre quando o astro está em sua maior aproximação do planeta, no perigeu.
Para tornar o espetáculo ainda mais interessante, a Lua Cheia do dia 31 estará próxima de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião. Conhecida por seu brilho avermelhado, a estrela criará um belo contraste com o tom prateado da Lua no céu noturno.
O melhor momento para observar o fenôeno será durante o nascer da Lua, ainda na noite do dia 30 de maio. Já a maior aproximação visual entre a Lua e Antares deverá ocorrer perto do amanhecer, pouco antes do pôr da Lua.
Nesses momentos de nascer e ocaso, também acontece a chamada “ilusão lunar”, efeito óptico que faz o cérebro humano perceber a Lua aparentemente maior do que realmente é. Além disso, esses horários costumam render as melhores fotografias, principalmente quando há paisagens e elementos no horizonte compondo a cena.
Para quem deseja registrar o momento com o celular, especialistas recomendam ajustar manualmente a exposição da câmera, evitando que o brilho intenso da Lua comprometa os detalhes da imagem.
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