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FENÔMENO LUNAR

Lua Azul e microlua marcam o fim de maio de 2026

Em maio de 2026, uma Lua Azul e uma microlua se encontram. Saiba tudo sobre esse evento raro e como observá-lo!

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Imagem ilustrativa da notícia Lua Azul e microlua marcam o fim de maio de 2026 camera A melhor oportunidade para observar o fenômeno começa no nascer da Lua | Freepik

Os fenômenos naturais despertam a curiosidade humana há séculos, revelando a dinâmica e a beleza do universo. Entre eclipses, chuvas de meteoros e fases da Lua, alguns eventos astronômicos se destacam pela raridade e pelo espetáculo visual que proporcionam. No encerramento de maio de 2026, observadores do céu terão a oportunidade de acompanhar uma combinação incomum de fenômenos lunares que promete chamar a atenção de entusiastas e do público em geral.

O mês de maio de 2026 termina com um evento astronômico especial. No dia 31, ocorrerá a chamada Lua Azul, nome atribuído à segunda Lua Cheia registrada em um mesmo mês do calendário. Apesar da denominação, o fenômeno não altera a cor do satélite natural da Terra. Na mesma data, a Lua estará em seu ponto mais distante do planeta, caracterizando uma microlua, condição em que ela aparenta ser ligeiramente menor e menos brilhante. Para completar o espetáculo, a Lua surgirá próxima de Antares, a estrela mais brilhante da constelação de Escorpião.

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Segundo o astrônomo Dr. Gabriel Hickel, professor da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e parceiro do Observatório Nacional no programa “O Céu em Sua Casa”, a ocorrência de duas Luas Cheias em um mesmo mês é possível porque o ciclo lunar dura cerca de 29,5 dias, enquanto os meses do calendário possuem entre 28 e 31 dias. Assim, quando uma Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, há a possibilidade de uma segunda ocorrer antes de seu término. Em média, o fenômeno da Lua Azul é registrado a cada dois ou três anos.

Além de ser a segunda Lua Cheia do mês, a Lua de 31 de maio será também a microlua cheia de 2026. Isso acontece porque a órbita lunar ao redor da Terra é elíptica, fazendo com que a distância entre os dois corpos varie ao longo do tempo. Quando a fase cheia coincide com o apogeu, ponto mais distante da órbita, ocorre a microlua. Já quando coincide com o perigeu, o ponto de maior aproximação, o fenômeno é conhecido como superlua.

Na data do evento, a Lua estará a aproximadamente 406 mil quilômetros da Terra, tornando-se a Lua Cheia mais distante do ano. Embora seja cerca de 12% menor e 25% menos brilhante do que uma superlua, a diferença dificilmente será percebida a olho nu, já que o cérebro humano depende de comparações simultâneas para identificar variações desse tipo.

A observação ganhará um atrativo extra com a presença aparente de Antares ao lado da Lua. Conhecida por seu brilho avermelhado, a estrela criará um belo contraste com a luminosidade prateada do satélite natural.

A melhor oportunidade para observar o fenômeno começa no nascer da Lua, ao entardecer do dia 30 de maio. Como toda Lua Cheia, ela surgirá no horizonte no momento em que o Sol se põe e permanecerá visível durante toda a noite. O ponto máximo da aproximação visual entre a Lua e Antares ocorrerá nas últimas horas da madrugada.

Especialistas recomendam observar o evento em locais com horizonte livre e poucos obstáculos visuais. Além de favorecer a contemplação, essas condições permitem melhores registros fotográficos, especialmente durante o nascer e o ocaso da Lua, momentos em que ocorre a chamada “ilusão lunar”, efeito que faz o satélite parecer maior do que realmente é.

Apesar do nome, a Lua Azul não apresenta coloração azulada. A expressão tem origem em tradições culturais anglo-saxônicas e ganhou o significado atual após uma interpretação equivocada publicada pela revista especializada Sky & Telescope, em 1946. Desde então, o termo passou a ser utilizado para designar a segunda Lua Cheia de um mesmo mês e se popularizou em diversas partes do mundo.

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A Lua só pode adquirir tonalidades azuladas em situações atmosféricas excepcionais, como após grandes erupções vulcânicas ou incêndios florestais de grande proporção. Nesses casos, partículas suspensas na atmosfera alteram a dispersão da luz, podendo conferir ao satélite tons azulados ou azul-esverdeados, independentemente de sua fase.

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