A descarga fraca é uma das reclamações mais frequentes em banheiros com caixa acoplada, principalmente em modelos mais antigos. Apesar do incômodo, o problema nem sempre significa que chegou a hora de substituir o conjunto. Em boa parte das situações, a solução está em pequenos ajustes nos mecanismos internos, capazes de restaurar a vazão da água, melhorar a eficiência da descarga e até contribuir para a economia no consumo.
Mas antes, o primeiro passo é identificar a origem da falha antes de investir em uma nova caixa ou recorrer a serviços mais caros.
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Baixo nível de água é uma das causas mais comuns
A intensidade da descarga depende diretamente da quantidade de água armazenada na caixa e da velocidade com que ela é liberada. Quando o reservatório não enche completamente, a descarga perde força e pode não limpar o vaso sanitário adequadamente.
Ao abrir a tampa da caixa acoplada, é possível verificar se o nível da água está correto. O ideal é que ela fique entre um e dois centímetros abaixo da borda do tubo de extravasamento, o cano central que impede o transbordamento.
Caso o nível esteja abaixo do recomendado, basta ajustar a boia, componente responsável por controlar a entrada de água no reservatório. Dependendo do modelo da caixa, o ajuste pode ser feito por meio de um parafuso ou de uma pequena trava de regulagem.
Registro parcialmente fechado também reduz a vazão
Outro motivo bastante comum para a descarga perder força é o registro de entrada de água estar parcialmente fechado. Esse componente costuma ficar ao lado da caixa acoplada ou na parede atrás do vaso sanitário.
Quando o registro não está totalmente aberto, o abastecimento da caixa fica comprometido, fazendo com que ela demore mais para encher e nem sempre alcance o volume ideal entre uma descarga e outra.
A recomendação é localizar o registro e girá-lo totalmente no sentido anti-horário. Caso o tempo de enchimento diminua após esse ajuste, o problema estava relacionado ao abastecimento.
Se o registro for muito antigo, também pode haver acúmulo de calcário ou sujeira em seu interior, situação que exige apenas limpeza ou substituição da peça, um reparo simples e de baixo custo.
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Válvula desgastada pode impedir a descarga completa
A válvula de descarga, conhecida em alguns modelos como flapper ou castelo, também merece atenção. Ela é responsável por vedar o fundo da caixa e liberar a água quando o botão é acionado.
Com o passar dos anos, a peça pode endurecer, deformar ou perder a vedação, fazendo com que abra apenas parcialmente. Como consequência, apenas parte da água armazenada é liberada.
Uma forma de verificar o funcionamento é acionar a descarga com a tampa aberta. A válvula deve subir completamente e permanecer aberta até que quase toda a água seja liberada. Caso ela feche antes da hora ou não abra totalmente, o ideal é realizar um ajuste ou substituir apenas essa peça.
A troca da válvula interna costuma ser barata, as peças são facilmente encontradas em lojas de materiais de construção e a substituição não exige trocar toda a caixa acoplada.
Quando o problema pode estar na instalação
Se os ajustes na boia, no registro e na válvula não resolverem a perda de força da descarga, a origem pode estar na própria instalação hidráulica.
Entre os fatores que podem comprometer o desempenho estão:
- Acúmulo de calcário no tubo de saída da caixa, reduzindo o fluxo de água;
- Ramal de alimentação com diâmetro insuficiente, especialmente em instalações antigas;
- Baixa pressão da rede hidráulica do imóvel, inferior a 5 metros de coluna de água (mca);
- Instalação da caixa muito próxima ao vaso sanitário, diminuindo a altura da queda da água.
Em muitos casos, a limpeza do tubo de saída com solução de vinagre branco diluído já elimina obstruções causadas por depósitos minerais.
Quando vale a pena trocar a caixa acoplada?
Na maioria das situações, a manutenção dos mecanismos internos resolve o problema. Especialmente em caixas com menos de 15 anos de uso, a substituição do kit interno, composto por boia, válvula e torre de acionamento, costuma ser suficiente para recuperar o funcionamento.
O conjunto completo geralmente custa entre R$ 30 e R$ 80, dependendo da marca, representando uma alternativa muito mais econômica do que trocar toda a caixa.
A substituição da caixa acoplada passa a ser recomendada apenas quando há trincas na estrutura de cerâmica, vazamentos estruturais ou quando o modelo é tão antigo que já não existem peças de reposição disponíveis no mercado.
Fora dessas situações, uma manutenção simples costuma entregar o mesmo desempenho de uma caixa nova, sem necessidade de reformas e com investimento reduzido.
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