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Mulher tem 'coração partido' após morte de seu cachorro, dizem médicos

A norte-americana Joanie Simpson (62) teve o coração partido (quase literalmente) após a morte de Meha, sua cadelinha Yorkshire. A senhora acordou se sentindo mal e chegou ao hospital com suspeitas de ataque cardíaco, mas foi diagnosticada com a Doença de

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A norte-americana Joanie Simpson (62) teve o coração partido (quase literalmente) após a morte de Meha, sua cadelinha Yorkshire. A senhora acordou se sentindo mal e chegou ao hospital com suspeitas de ataque cardíaco, mas foi diagnosticada com a Doença de Takotsubo, ou Síndrome do Coração Partido.

Por mais que situações do tipo normalmente estejam relacionadas com a morte de filhos ou outros parentes próximos, essa não foi a primeira vez que a Síndrome foi detectada em pessoas que perderam seus pets. Para Simpson a cadela era como uma filha: "As crianças cresceram e saíram de casa, então ela era nossa garotinha", conta ao The Washington Post.

Esse tipo de acontecimento corrobora um estudo recente que descobriu que os donos de animais com doenças crônicas têm níveis mais elevados de estresse e ansiedade. Ou seja, outra evidência de que os pets influenciam na saúde e na felicidade de seus donos.

No caso da norte-americana, o falecimento do cachorro de 9 anos foi a gota d'água: o filho estava enfrentando uma cirurgia na coluna, o genro havia ficado desempregado e vender a casa estava muito complicado. A doença no coração de Meha fez com que o estresse piorasse muito. A cadelinha até melhorou durante uma época, mas acabou morrendo: "Foi algo horrível de testemunhar", afirma.

Após ser levada para o hospital e examinada, os médicos perceberam que não havia nada obstruindo a passagem de sangue no corpo de Simpson: "A artéria estava totalmente limpa", alega o médico Abhishek Maiti, que publicou um artigo sobre o caso.

Outros testes indicaram que era um caso de miocardiopatia Takotsubo, mais comum em mulheres na pós-menopausa. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine em 2005, inclusive, mostra que uma "inundação" de hormônios do estresse pode "atordoar" o coração e produzir espasmos em pessoas saudáveis.

Quando os medicamentos estabilizaram a Sra. Simpson, os médicos conversaram com ela sobre o estresse em sua vida, e falaram sobre a Síndrome do Coração Partido, o que, para ela, isso "fez todo o sentido". A paciente teve alto depois de dois dias e, embora ainda tome dois medicamentos para o coração, está bem.

Hoje a senhora tem apenas um gato, mas acha que não adotou outro cão porque não encontrou "o certo". "Parte o coração. É traumático. É tudo isso. Mas você quer saber? Eles dão tanto amor e companheirismo que vou fazer novamente. Vou continuar tendo animais de estimação. Isso não vai me impedir", conclui Simpson.

(Com informações de The Washington Post.)

(Revista Galileu)

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