Um vídeo de uma suposta sucuri gigante engolindo uma vaca viralizou nas redes sociais com a informação de que o episódio teria ocorrido em Cascavel, no Ceará. Apesar do aspecto impressionante e do alto nível de realismo das imagens, o registro foi produzido com inteligência artificial (IA) e não mostra uma ocorrência verdadeira.
Na gravação, a cobra aparece com parte considerável do corpo da vaca dentro da boca, enquanto apenas as patas traseiras do animal permanecem visíveis. A composição da cena é suficientemente realista para induzir usuários das redes sociais a acreditarem que estavam diante de um flagrante.
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A publicação ganhou repercussão justamente pelo caráter incomum da situação. O tamanho atribuído à serpente e a maneira como ela aparece atacando o bovino contribuíram para a impressão de que o episódio teria sido registrado no interior cearense.
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ANIMAIS GIGANTESCOS VIRAM ALVO DE VÍDEOS CRIADOS POR IA
A circulação desse tipo de conteúdo não é um fenômeno isolado. Nos últimos tempos, vídeos de animais de proporções extraordinárias ou envolvidos em situações improváveis passaram a aparecer com frequência nas redes sociais.
Em muitos casos, as imagens são produzidas ou alteradas por ferramentas de inteligência artificial, que conseguem criar cenas cada vez mais convincentes. O problema é que, sem uma verificação cuidadosa, o conteúdo pode ser compartilhado como se fosse um registro jornalístico ou uma filmagem real.
COMO IDENTIFICAR CONTEÚDOS FALSOS?
Detalhes aparentemente pequenos podem ajudar a perceber que uma imagem ou vídeo foi criado artificialmente. Movimentos pouco naturais, deformações em partes do corpo dos animais, mudanças bruscas de textura e inconsistências no cenário são alguns dos sinais que podem denunciar uma montagem.
Um detalhe que não passou desapercebido aos olhos dos mais atentos é o fato de que a presa estaria lutando para não ser engolida, contudo, basta saber que uma serpente não engole sua presa antes que a mesma esteja morta, geralmente fazendo isso após estrangulamento e quebra dos ossos.
Também é importante verificar a origem da publicação, procurar informações sobre o suposto acontecimento em fontes confiáveis e desconfiar de cenas extraordinárias que circulam sem contexto ou confirmação.
ATENÇÃO ANTES DE COMPARTILHAR
O caso atribuído a Cascavel reforça um alerta que vale para qualquer conteúdo viral: aparência de realidade não significa que uma cena tenha acontecido de verdade.
Com a evolução das ferramentas de inteligência artificial, vídeos falsos podem alcançar milhares de pessoas em pouco tempo e transformar uma situação inventada em um suposto acontecimento real. Antes de compartilhar, portanto, é importante verificar a origem e a autenticidade do material.
VEJA O VÍDEO:
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