Uma mulher de 49 foi condenada pela justiça dos Estados Unidos pelo homicídio do marido, de 46 anos, encontrado morto com cinco tiros, dentro da própria casa. E a testemunha chave para a condenação dela foi o papagaio do casal.
O crime ocorreu em maio de 2015 e vitimou Martin Duram. Na ocasião, Glenna Duram, a esposa, também foi baleada na cabeça, mas sobreviveu. Ela negou a autoria dos tiros, mas, nesta quarta-feira (19), um júri a considerou culpada.

Martin Duram e Glenna Duram. Foto: Reprodução
Um fator essencial para a condenação veio do papagaio do casal, chamado Bud, que ficou com a ex-mulher de Martin após a morte do dono. A ave repetia frequentemente a frase “não atire, por**”, após o crime, enquanto imitava a voz do dono.
O "testemunho" do papagaio não foi usado durante o processo judicial, mas, segundo a emissora britânica BBC, os pais da vítima consideraram a possibilidade de o papagaio ter escutado o casal discutir e que, por isso, passou a repetir as últimas palavras do dono.
Após cerca de oito horas de julgamento, os jurados consideraram Glenna Duram culpada pela morte de Martin Duram. A sentença da americana será proferida no próximo dia 28 de agosto, mas ela deve ser condenada à prisão perpétua.
A mãe de Martin afirmou sobre o caso que “aquela ave pega tudo, qualquer coisa, e acabou ficando com a boca suja".
Um promotor no estado de Michigan inicialmente considerava que os sons emitidos pela ave pudessem ser usadas como evidência no caso do assassinato de Martin, mas depois abandonou a ideia. Ele justificou que não era provável chamar o papagaio para testemunhar perante o júri.
(Com informações do Extra)
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