Uma discussão por causa de uma conta de R$ 1,4 mil terminou em agressão contra um garçom de 67 anos em um bar de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O caso aconteceu na madrugada desta sexta-feira (30), no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital mineira. Os suspeitos são um homem de 48 anos e o filho dele, de 19.
De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os clientes questionaram o valor cobrado pelo consumo, que incluía uma garrafa de Campari, dez doses de cachaça e 13 cervejas, entre outros itens.
A situação ficou ainda mais tensa quando o cartão de crédito apresentado pelo grupo não autorizou o pagamento. Uma pessoa que acompanhava os clientes se ofereceu para quitar a conta em dinheiro.
Agressão começou após discussão
Diante do clima de tensão, a gerente do estabelecimento pediu que outro funcionário assumisse o atendimento da mesa e orientou o garçom a se afastar.
O profissional reclamou da postura dos clientes e, enquanto seguia em direção à garagem, passou a ser agredido pelo homem de 48 anos e pelo filho dele. Durante as agressões, o trabalhador sofreu um corte na cabeça.
Ao perceberem a situação, outros clientes tentaram defender o garçom, dando início a uma confusão generalizada no estabelecimento.
Suspeitos foram ouvidos e liberados
A Polícia Militar foi acionada e prendeu pai e filho por suspeita de lesão corporal. Os dois apresentavam escoriações leves e foram encaminhados inicialmente à UPA Centro-Sul. Depois, seguiram para a delegacia.
O garçom foi levado ao Hospital João XXIII para receber atendimento médico devido ao ferimento na cabeça.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os dois suspeitos foram ouvidos por meio da Central Estadual do Plantão Digital e liberados em seguida. O caso foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil Centro, que instaurou inquérito para investigar a denúncia de lesão corporal.
Ainda conforme a polícia, o garçom não manifestou interesse em representar criminalmente contra os envolvidos naquele momento, mas tem prazo legal de seis meses para fazê-lo.
O estabelecimento Chopp da Fábrica foi procurado para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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