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Livro conta história de ave que queria ser peixe

A chuva da tarde que interrompe o passeio da pequena Lú é o ponto de partida para a história de “Um peixinho chamado Arco-íris”, contada pelo avô da menina. No livro de Luiz Peixoto Ramos, o Jabutigão, preservar o meio ambiente é a ideia central do enredo

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A chuva da tarde que interrompe o passeio da pequena Lú é o ponto de partida para a história de “Um peixinho chamado Arco-íris”, contada pelo avô da menina. No livro de Luiz Peixoto Ramos, o Jabutigão, preservar o meio ambiente é a ideia central do enredo que traz o sonho do tucano de ser um peixinho de sete cores por um dia.

Para alcançar o sonho, o tucano recebe a ajuda do uirapuru. O macaco, a garça e a boiuna também contribuem para realizar o desejo do amigo. O exemplar é uma grande contação de história, um ato raro hoje em dia, ressalta o escritor do livro infantil. “Os pais estão na correria, no corre-corre diário e a criança deixa de ter esse momento tão importante para o crescimento e o intelecto”, observa.

Entre a vontade do tucano de nadar livremente pelos rios da Amazônia, no corpo de um peixinho, e a realização do sonho, está a questão ambiental. O leitor mirim percebe uma problemática e a solução à palma das mãos. “Se o desmatamento continuar, um dia a floresta vai acabar”, alerta o macaco, direcionando-se a todos. “Tudo depende de cada um de nós”, pontua a garça.

O livro foi adotado em diversas escolas da capital paraense e introduzido em turmas do ensino fundamental. A didática é o motivo. “Um peixinho chamado Arco-íris” tem 14 ilustrações coloridas e outras 14 para a criança colorir. Ainda é possível ouvir a história. Jabutigão fez um CD baseado no livro.

Há 15 anos, Jabutigão vai todos os domingos ao Jardim Botânico Bosque Rodrigues Alves vender seus livros. “Um peixinho chamado Arco-íris” é a 13ª obra do escritor. “Aqui eu sinto uma paz interior, me inspiro e fiz vários trabalhos de música e texto. Na floresta você recebe ajuda, tem um envolvimento, estimula a criar ainda mais”.

O apelido Jabutigão é referência dos primeiros trabalhos, que trazia um jabuti novo e um mais velho. “As pessoas começaram a me chamar de Jabutigão e eu adotei o personagem e comecei a me apresentar com ele”, conta. A primeira fantasia não agradou nem a mulher, que pediu para que o escritor desistisse da ideia, mesmo sendo a idealizadora. “Eu já tinha começado e decidi ir até o final”, diz Luiz Peixoto Ramos. Ele contratou um carnavalesco para compor a fantasia, que já está na quinta versão. “Não deixa de ser meu superego. Coisas que eu não consigo fazer, ele faz”.

Interpretando Jabutigão, Peixoto contabiliza quantas apresentações já fez. “Faltam umas oito pra (completar) 800”, diz o escritor que há quase 16 anos adotou o personagem. Além dos livros, o autor tem ainda sete CDs com narrativas infantis.

(Diário do Pará)

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