Prepara que agora é hora do funk. Isso mesmo. Para quem não curte e critica esse gênero musical, por causa do teor das letras das músicas e, até pelo estilo dos interpretes, ‘beijinho no ombro’, pois o funk tem quebrado barreiras e conquistado cada vez mais adeptos, não só pelo Rio de Janeiro, considerado o principal centro do ritmo, mas por todo o Brasil.
‘Beijinho no ombro’, inclusive, é o grande sucesso das rádios brasileiras que virou tendência e até parte integrante do vocabulário de muita gente. A intérprete, Valesca dos Santos Reis, começou a carreira como dançarina e ficou conhecida pela parte do corpo que lhe rendeu o sobrenome artístico de Popozuda. Hoje, a loira é forte candidata ao posto de rainha do funk e corre por fora, na concorrência com a poderosa Anitta.
Antes da fama, Valesca Popozuda levava a vida como frentista, mas um convite para integrar o grupo ‘Gaiola das Popozudas’ foi o passaporte para ela ganhar a fama no universo funkeiro. Turbinada com silicone, engatou carreira solo e emplacou o hit “Beijinho no ombro”, que tem ajudado o funk a se expandir ainda mais. As primeiras músicas cantadas por ela continham letras mais pesadas, mas o atual sucesso indica um sentido mais contido, o que explica a sua aceitação por parte da grande mídia. “Não fiz a música pra tocar em rádio e TV, eu sempre fiz o que eu gostava, mas quando pensei em fazer carreira solo, eu apenas tinha em mente fazer algo novo, então surgiu a Valesca de Beijinho no Ombro”, explica a cantora.
VISUAL TO E SUCESSO METEÓRICO
Do anonimato para o estrelato repentino, os louros da fama começam a ser conquistados por Valesca Popozuda. A cantora passou a despontar nos principais veículos de comunicação do Brasil e recebe convites para dividir os vocais com grandes artistas da música, como aconteceu ao lado de Claudia Leitte, no Carnaval de Salvador. Rumores indicam que La Popozuda se prepara agora para gravar ‘Beijinho no Ombro’ em espanhol, ao lado da cantora mexicana Dulce Maria .
“Nunca imaginei toda essa fama. Sempre via as revistas e me imaginava na capa de alguma delas. Agora sou convidada a fazer isso e penso que agora são outras mulheres que almejam estar numa capa. Isso é muito louco”, declara Valesca.
Apesar do aparente deslumbre, Valesca se diz humilde e manda um recado para as recalcadas. “Sou pé no chão e sei que muita coisa ainda preciso conquistar. Vim da favela e sofri muito preconceito por isso, mas estou dando a cara a tapa e sei que represento a parte da sociedade que é massacrada. Por isso, não abaixo a cabeça e luto. Para quem ainda me questiona e me critica, beijinho no ombro”, conclui Popozuda.
POPOZUDA DIVIDE HOLOFOTES COM ANITTA
A trilha do funk não é levada apenas por Valesca Popozuda. Outros artistas também aproveitam o sucesso que o gênero musical faz para emplacar a carreira. Ainda na carona do sucesso “Show das Poderosas”, MC Anitta é outra cantora da vertente funkeira que virou figura carimbada da mídia.
Assim como Popozuda, Anitta veio do anonimato e aproveitou a fama independente no Rio de Janeiro e chamou a atenção de empresários, que perceberam o talento promissor da artista e a colocaram no topo das paradas. O resultado é a agenda de shows lotada, mudança de visual – com direito a cirurgia plástica no nariz – e até participação especial no programa do rei Roberto Carlos.
Além dela, inúmeros funkeiros espalhados do Brasil, alguns apadrinhados por jogadores de futebol e grandes empresários, também estão na mídia. Por exemplo, MC Guimê, MC Koringa, MC Dimenor, entre outros, que estão na boca do povo através do funk.No Pará, a onda funk se propaga com ajuda de artistas como MC Kronnos. O paraense gravou o clipe da música “Bonde do Sheik”, produzida por ele, a lançou na internet e já alcançou mais de 2,5 milhões de visualizações no Youtube, em apenas oito meses.
Na levada do funk, Kronnos usa o seguimento que vem sendo uma das sensações no momento, o funk ostentação, com letras que falam sobre dinheiro, carros de luxo, mulheres, bebidas e roupas de grife. “Gosto de funk há muito tempo e quando a vertente ostentação surgiu eu me identifiquei muito”, revela o MC paraense.
Seguindo a boa aceitação do funk pelo Brasil e no Pará, MC Kronos relata que o seu trabalho tem sido reconhecido e já pensa em alcançar novos públicos. “Já faço funk há três anos e aqui no Pará a aceitação é positiva. Tenho feitos shows por Belém e pelo interior do Estado e já comecei a conquistar públicos de outros estados, como em Macapá, no Amapá, onde já tenho shows marcados”, revela.
(Diário do Pará)
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