O termo “colaborativo” virou presença constante no vocabulário cultural contemporâneo. Nunca se produziu tanto com ações em rede, concatenadas e compartilhadas entre parceiros, cada um entrando com sua expertise para desenvolver um projeto. Uma mostra da força desta palavrinha na atual conjuntura é que, de hoje a 21, será sediado em Belém o “II Encontro Nacional das Produtoras Culturais Colaborativas”, no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (Naea) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O evento terá palestras, debates, oficinas técnicas de software livre e comunicação como introdução à fotografia, edição de vídeo, produção de rádio, bancos comunitários e moedas sociais. As inscrições são gratuitas.
A tecnologia social da Produtora Cultural Colaborativa é um conjunto de metodologias para que grupos autogestionários transformem seus espaços de inclusão digital em empreendimentos criativos que ofereçam produtos e serviços ligados à cultura digital, mídia livre, audiovisual e produção cultural de forma legalizada utilizando softwares livres, através da articulação de ações entre universidades, escolas públicas e grupos culturais, especialmente em projetos de pesquisa e extensão. O encontro, portanto, tem o objetivo de reunir e promover a troca de experiências entre pesquisadores, estudantes e produtoras culturais colaborativas de diversas regiões do país, fortalecendo a rede de pesquisa e de projetos comuns entre os grupos participantes.
Confirmaram presença no evento o secretário nacional da Juventude, Gabriel Medina, e o coordenador-geral de Novas Mídias e outras Linguagens de Participação da Presidência da República, Ricardo Poppi.
(Diário do Pará)
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