E falando dessa velha história de amor com a capital paraense, pergunto se Guilherme ainda lembra quando, há mais de 15 anos, passou uma temporada na cidade e orquestrou todas as suas músicas para uma apresentação memorável no Theatro da Paz, acompanhado da Orquestra do Conservatório Carlos Gomes.
A resposta foi mais que positiva e a experiência inesquecível para ele. “Esse é o tipo de show que a gente acaba sonhando em fazer novamente. Foi uma experiência bem incrível e tão boa que ainda chegamos a excursionar em várias cidades com ela. A gente tocou em Manaus, Salvador, Rio, São Paulo. Foi uma experiência ambiciosa e maravilhosa”, recorda, com nítida nostalgia.
Mas o público de Guilherme Arantes não é só formado pelos saudosistas. Há pelo meio muita gente jovem, que passou a se interessar pela melodia e letras deste experiente ícone da música brasileira.
“Talvez o público jovem esteja carente também de coisas que tenham significado. Tenho várias músicas que ganham significado a mais, como ‘Amanhã’ e ‘Brincar de Viver’, que têm uma letra e uma coisa a mais que acaba atraindo o público jovem que procura na música um sentido. Além disso, me sinto feliz de ver tanta coisa que foi regravada por artistas de gerações posteriores à minha, como a cantora Vanessa da Mata”, comenta, feliz, o artista.
(Diário do Pará)
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