A primeira edição da “Lambalada” ocorreu em 2013, em São Paulo, onde o cantor e compositor Felipe Cordeiro, seu idealizador, mora atualmente. Naquela ocasião, o DJ Tide, grande nome da noite paulistana e interessado nos sons do Norte e Nordeste do país, foi o convidado. Depois, em 2014, ela foi levada para o Circo Voador, no Rio de Janeiro, tendo como convidado o grupo paulistano Bixiga 70. “Foi um estouro”, garante o músico, que esta noite realiza a primeira edição da festa em Belém.
A festa é focada na música latina, com espaço para música da África e tudo que faz dançar e divertir. “A ideia principal da festa é mostrar as sonoridades tropicais, tantos tradicionais quanto modernas. A inspiração do nome vem do sentido original da palavra lambada, isto é, ‘pedrada’, ‘pancada’, música forte e dançante”, explica Felipe, que, em parceria com a Ampli Criativa, realiza o evento no Tábuas de Maré, na Cidade Velha, tendo como convidados Manoel Cordeiro, Nanna Reis e a Gang do Eletro.
O evento marca ainda o lançamento virtual do primeiro disco solo do pai de Felipe, intitulado “Manoel Cordeiro e Sonora Amazônia”, apresentando músicas instrumentais inéditas e regravações que passeiam pela Jovem Guarda, brega e lambada. O maestro é conhecido por centenas de produções discográficas da década de 1980 e 1990 que consolidaram o mercado da música popular dançante na região Norte, em gêneros como a lambada, o brega, carimbó elétrico, boi bumbá e a guitarrada.
O trabalho inédito, ele afirma, foi inspirado em tudo o que produziu e gravou ao longo da carreira. “Foram centenas de discos que se tornaram parte significativa da sonoridade de música popular na Amazônia, por isso o nome ‘Sonora Amazônia’. O álbum foi produzido em parceria com meu filho e traz músicas que assinam meu estilo”.
As gravações ocorreram em Belém, Macapá e São Paulo. E, uma música, ele destaca, foi feita em parceria com Henry Placid, na Guiana Francesa. “Experimentei muitas sonoridades e essa experiência me trouxe segurança para fazer algo simples e certeiro. Comecei a gravar na década de 1970, atravessei gerações e me reinvento a todo instante, isso tudo traz liberdade e está presente no disco”, avalia.
Quanto à transposição de toda essa sonoridade das gravações para os palcos, ele garante: “É um disco com cara de show, porque as músicas são dançantes e quentes. O show ainda é incrementado com surpresas que dialogam com o repertório do disco. Show gostoso de fazer e acho que de curtir também. Instrumental, mas para o povo dançar até suar”, avisa. O disco vai ganhar versão física ainda este mês, mas já está nas principais plataformas de streaming e também pode ser ouvido inteiramente no site do guitarrista.
Para participar do seu show no Lambalada, Manoel convidou a jovem cantora Nanna Reis, que interpretará músicas como “Onde Andará Você”, de Carlos Santos e Alípio Martins, “Chamegoso”, do pai dela, Alfredo Reis, entre outras. E encerrando o baile, Felipe Cordeiro vai soltar hits dos álbuns “Kitsch Pop Cult” e “Se Apaixone pela Loucura do Seu Amor”, com músicas como “Legal e Ilegal”, “Fim de Festa”, “Problema é Seu” e “Ela é Tarja Preta”. “
As músicas são inspiradas no show que venho fazendo pelo Brasil inteiro, focadas nos meus dois álbuns como cantor/autor. Também tocarei músicas do imaginário dos bailes tradicionais do Pará, mas não posso contar exatamente quais, isso é surpresa e privilégio de quem vai pra festa”, brinca o músico, animado com a expectativa de trazer o ‘Lambalada’ até o público paraense.
(Diário do Pará)
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