A artista visual Luciana Magno, que vive e trabalha entre Belém e Fortaleza (CE), também comemorou a indicação. “Foi a primeira vez e é bacana por causa da visibilidade que você ganha no Brasil, por ser um prêmio composto por gente das mais variadas técnicas. Fiquei muito contente!”, declara.
A paraense tem acompanhado a votação e comenta a dificuldade para passar para a segunda fase. “Não é fácil alcançar 500 votos. Ou você faz campanha, ou divulga pela internet. Acho que os artistas mais jovens levam vantagem por estarem mais inseridos nesse meio digital”.
Para passar pela primeira etapa da votação, que vai até amanhã, os artistas precisam alcançar no mínimo 500 votos. Até a noite de quarta-feira, 22, apenas dois artistas – Ana Ruas e Fábio Magalhães – haviam alcançado a meta. E entre os paraenses, aqueles que estavam mais próximos do objetivo eram Luciana Magno, com 220 votos, e Éder Oliveria, com 174 votos. “Eu votei em todos paraenses. Acho que o Pará é conhecido por isso de apoiar. Todos os indicados colocaram os nomes dos outros em suas redes sociais para divulgar. Acho bonito isso. É legal que se pode votar em mais de um. E as páginas que eles criaram mostram bem nosso trabalho, as exposições importantes das quais participamos, está bem legal”, declara Luciana.
Armando, que vive e trabalha entre Belém e Belo Horizonte (MG), já foi indicado ao Pipa em quatro edições (2010, 2012, 2014 e 2015). Artista representado pelas galerias Luciana Caravello (RJ), Virgílio (SP) e Kamara Kó (PA), ele tem uma produção artística que abrange desde objetos diminutos até obras em grande escala e intervenções urbanas.
Outro indicado que ganha destaque apenas por estar presente entre os indicados é o Qualquer Quoletivo. Criado em 2009, ele é um coletivo sem membros fixos, mas que tem como base os artistas Ícaro Gaya, Lucas Gouvêa, Mateus Moura, Pedro Olaia e Romário Alves. “É nossa primeira indicação e achei ótimo, nos diz que outras pessoas estão vendo e valorizando nosso trabalho”, diz Pedro Olaia.
Todos os integrantes conheciam o prêmio por seu valor nacional. “O reconhecimento da própria organização do prêmio, de nos ver como coletivo artístico, com nossas discussões sobre a Amazônia, já é muito bom. Ficamos felizes de ver vários artistas da Amazônia presentes no prêmio. Vota gente!”, ele convida.
(Diário do Pará)
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