Reconhecer rapidamente os sinais de um infarto pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Embora a dor ou o aperto no peito sejam os sintomas mais frequentes, o ataque cardíaco também pode se manifestar de formas menos conhecidas, como falta de ar, suor frio, náuseas, tontura e fadiga extrema. Especialistas alertam que mulheres, idosos e pessoas com diabetes costumam apresentar sintomas atípicos, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.
O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é interrompido, geralmente devido à obstrução de uma artéria. Nesses casos, a rapidez no atendimento é fundamental para reduzir os danos ao músculo cardíaco.
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O sintoma mais comum é a dor ou sensação de aperto no peito, que pode durar mais de 20 minutos e irradiar para o pescoço, mandíbula, costas, ombro ou braço esquerdo. Em algumas pessoas, porém, o desconforto é descrito como queimação, peso no tórax ou até formigamento no braço, sem uma dor intensa.
Além disso, náuseas e vômitos podem acompanhar o quadro e, muitas vezes, são confundidos com problemas digestivos. O suor frio também é um sinal de alerta frequente, principalmente quando surge de forma repentina, acompanhado de palidez e sensação de mal-estar.
Outro sintoma importante é a falta de ar, que pode ser a principal manifestação em idosos e pessoas com diabetes. Nesses grupos, o infarto pode ocorrer sem dor intensa, dificultando a identificação do problema.
Cansaço extremo, fraqueza, tontura e até desmaios também podem indicar que o coração não está conseguindo bombear sangue adequadamente. Em alguns casos, a pessoa ainda pode apresentar ansiedade intensa, sensação de inquietação e desconforto no peito, sintomas que podem ser confundidos com uma crise de ansiedade.
A angina, caracterizada por dor no peito provocada por esforço físico ou estresse, também merece atenção. Quando ocorre em repouso ou com atividades leves, pode indicar um quadro de angina instável, considerada um sinal de alto risco para infarto.
Especialistas destacam que mulheres costumam apresentar sintomas menos típicos, como queimação, pontadas e desconforto difuso, enquanto idosos e pessoas com diabetes frequentemente relatam apenas falta de ar ou fadiga intensa.
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Diante da suspeita de infarto, a orientação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, manter a pessoa em repouso e buscar atendimento hospitalar o mais rápido possível. O diagnóstico é feito com exames como eletrocardiograma e testes laboratoriais que identificam lesão no músculo cardíaco. Confirmado o infarto, o tratamento pode incluir medicamentos, cateterismo e angioplastia para restabelecer o fluxo sanguíneo e reduzir o risco de complicações.
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