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Artistas são surrupiados na internet

Quem não pode ter em casa uma obra de arte original, assinada pelo artista, pode buscar “inspiração” com uma reprodução em pôster. Mas será que os artistas sabem onde suas obras estão indo parar? E será que recebem por isso? Artistas do Pará e do Rio de J

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Quem não pode ter em casa uma obra de arte original, assinada pelo artista, pode buscar “inspiração” com uma reprodução em pôster. Mas será que os artistas sabem onde suas obras estão indo parar? E será que recebem por isso? Artistas do Pará e do Rio de Janeiro acabam de descobrir um site de pôsteres chamado “Wallpart” vendendo seus trabalhos sem autorização.

O performer e artista visual paraense Victor de La Rocque foi um deles. Ele conta que chegou a localizar um endereço no site e e-mail, mas só encontrou a informação de que ele era feito a partir de uma cidade chamada New House, sem explicar a qual país pertencia. “Logo na entrada do site diz que já foram vendidos mais três milhões de pôsteres, imagine quanto eles já não ganharam vendendo o trabalho de vários artistas. Acredito que ali tem gente do mundo todo sendo roubado”, indigna-se.

O artista visual Hugo Houayek, de Niterói (RJ), também encontrou imagens de obras suas sendo usadas como base para pôsteres no site estrangeiro. Mas ele não parece surpreso, pois acredita que o uso indevido de imagem tornou-se uma prática comum. Diz ainda já ter passado por situações piores, nas quais galerias usaram seus trabalhos e venderam, só depois o chamando para “repartir a feira”.

Pelo mecanismo como o site cria os produtos, ele acredita que qualquer artista que tenha imagens disponibilizadas na internet pode ter sua obra copiada. “Ele (site) busca por nome do artista ou tema da imagem, depois vincula a imagem encontrada ao formato (de pôster), então qualquer artista pode ser usado. No meu caso, era a foto de uma obra minha. Imagino que para quem trabalha diretamente com fotografia, como o Victor, isso é mais comum de ocorrer. Para mim, é um mecanismo de pirataria como qualquer outro. Essa semana eu vi uma entrevista do José Padilha [diretor de cinema] contando que foi à casa do Gilberto Gil, na época em que ele era ministro da Cultura, para recuperar uma cópia pirata do filme ‘Tropa de Elite’”, exemplifica.

(Diário do Pará)

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