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Abaixo-assinado pede retirada de site do ar

Victor de La Rocque chegou a divulgar em rede social o link para um abaixo-assinado que pedia a retirada do site da internet. Ele conta que ficou sabendo do uso indevido de sua obra através de Andréa Facchini, artista carioca com quem expôs em uma coletiv

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Victor de La Rocque chegou a divulgar em rede social o link para um abaixo-assinado que pedia a retirada do site da internet. Ele conta que ficou sabendo do uso indevido de sua obra através de Andréa Facchini, artista carioca com quem expôs em uma coletiva em Belém. “Achei uma foto, que inclusive foi vendida para o Museu de Arte do Rio de Janeiro. O que um advogado, amigo meu, me orientou foi mandar uma carta pedindo a retirada da imagem do site antes de tentar entrar com algum tipo de processo. Descobri isso no domingo, ainda é recente, até agora não obtive resposta”, conta o performer.

Andréa Facchini foi outra artista que divulgou em redes sociais o uso ilegal de seus trabalhos. Com a postagem, outros artistas encontraram seus nomes entre as vendas, como o fotógrafo e artista plástico paraense Alexandre Sequeira. “Tem imagens minhas também! Absurdo!”, comentou o artista na publicação. As cariocas Jeane Terra e Denize Torbes foram outras surpreendidas. “Achei pôsteres de peças minhas sendo vendidas neste site também. Que absurdo!”, escreveu a última.

“Eu não acredito que (o abaixo-assinado) vá dar algum fruto. O site deve estar em algum servidor que não obedece às leis. Depois faz como os que pirateiam filmes, é só mudar o endereço do site e continuar”, opina Hugo Houayek.

Victor de La Roque também tem suas dúvidas. “Não sei se essa coisa de abaixo-assinado funciona de fato. Mas não ser avisado sobre isso (venda de obras suas) nem receber nada por isso é absurdo. Engraçado que mostram o meu trabalho e ao lado uma sala em 3D, ensinando como você pode usá-lo para decorar na sua casa”.

Na noite da última terça-feira, 21, o site parecia estar fora do ar, dando sinais de erro quando o internauta tentava acesso. Neste mesmo dia, o abaixo-assinado contava com 48.413 apoiadores, faltando 1.587 assinaturas para a meta de 50 mil. A carta de explicação no documento sobre por que o site deve ser tirado do ar é objetiva: “Porque é ilegal. Apenas vendendo coisas de pessoas sem permissão”.

(Diário do Pará)

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