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Um lugar para a arte à beira-rio

Erik Serrão tem a habilidade de se reinventar e usa as artes como sua aliada. Ele é músico, artesão, pintor, poeta e, agora, administrador de um espaço gastronômico artístico cultural chamado @Margem, que fica à beira da praia do Carananduba, em Mosqueiro

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Erik Serrão tem a habilidade de se reinventar e usa as artes como sua aliada. Ele é músico, artesão, pintor, poeta e, agora, administrador de um espaço gastronômico artístico cultural chamado @Margem, que fica à beira da praia do Carananduba, em Mosqueiro. O espaço reúne suas e outras obras, tudo em prol de um só objetivo: ser feliz.“Sempre pensei que meu conceito de felicidade não é dinheiro. Foi assim que ressignifiquei minha vida.

Antes morava em Belém e tocava nas noites, mas sempre busquei um espaço em que pudesse reunir as coisas que amo, a arte e seus apaixonados”, diz Erik.Ao lado da esposa Eliana, que é responsável por servir deliciosos pastéis, pizzas de jambu e outras combinações não usuais, ele comanda o espaço que reúne poetas como Antônio Moura, ostenta quadro de Zé Simões e as próprias peças de Erik, algumas feitas com materiais reciclados.“Este é um espaço que fui construindo aos pedaços e que tem tudo que imaginei e que possa ser inspirador para as artes: um horizonte de praia e coisas que não foram compradas, foram construídas aos poucos com o que vem da margem, como dois pedaços de leme que achei na praia e se tornaram um banco, ou pedaços de madeira que se tornaram uma mesa cubista que eu construí. O que não serve para as pessoas se torna arte para mim”, disse Erik.

Ele diz que é nesse espaço que está fazendo suas primeiras composições musicais, muito influenciadas pela MPB que ele sempre tocou, e ainda toca, pelos bares da cidade. “A gente não tem data certa para fazer as programações. As pessoas chegam e as coisas vão acontecendo. Quem é amante da arte é sempre bem-vindo. Às vezes, chegam músicos com seus instrumentos e tocam, ou poetas declamam. Tudo se torna um grande sarau artístico”, explica.

Os planos de Erik são maiores: tornar o espaço um local de incentivo à cultura na sua comunidade, mas ele tem buscado apoios e parcerias para que o projeto possa acontecer. “Queria fazer curso de música para as crianças, por acreditar que essa seja uma expressão artística que pode ser porta de entrada para muitas outras. Já até tentei um projeto no antigo Instituto de Artes do Pará, mas não tive sucesso. Vou continuar em busca”, planeja Erik.


(Diário do Pará)

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