São muitas coisas para se fazer quando se pensa na vida noturna de Belém. Certamente comer acaba sempre entrando no roteiro em algum momento, seja para tomar um sorvete no fim da tarde, jantar com alguém que se ama ou comer um lanche pela esquina para curar a ressaca após a noitada. Ficar com fome definitivamente não combina com a noite paraense.
O Passaporte Belém By Night, do DIÁRIO DO PARÁ, cuja versão de bolso será lançada no próximo dia 13, no hotel Atrium Hotel Quinta de Pedras, mostra que a cena é mesmo essa: a gastronomia, em especial aquela que aposta nos ingredientes e na cultura local, é a estrela, sempre como um bom atrativo para quem deseja explorar nossas noites quentes.
“Fico feliz porque acho que cada vez mais estamos voltando nossos conhecimentos para o que é interno, nossa riqueza intelectual que é muito grande. Durante muito tempo, estivemos nos espelhando no que é produzido fora para determinar o modelo das nossas cozinhas, quando, na verdade, somos verdadeiros geradores de modelos gastronômicos”, diz Fábio Sicilia, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Pará - Abrasel.
Para ele, mesmo diante da crise que resultou em uma certa queda no setor, o momento é de importantes conquistas e de afirmar esta gastronomia como grande força para atração turística e fortalecimento do setor produtivo. “Nós temos uma aptidão nata e muito criativa de fazer bons produtos, até pelo fato de possuirmos uma gastronomia única. E não estamos falando só de consumo dos ingredientes mais tradicionais, não. O Pará é líder nacional em consumo de carne, não comemos apenas peixe. Temos tucupi, mas também temos chocolate. Toda essa diversidade estimula a criatividade e traz um apelo ao turismo”, diz Fábio Sicilia.
Joana Martins dirige há quase três anos o Instituto Paulo Martins - uma homenagem ao pai dela, chef que foi um grande divulgador da gastronomia local e criador do restaurante Lá em Casa. Ela conhece o cenário gastronômico paraense e seus desafios. Acredita que bares e restaurantes estão cada vez mais sabendo utilizar de forma inovadora os conhecimentos de nossa gastronomia para impulsionar o mercado.
“A gente entende que a diversidade e a singularidade dos nossos produtos e pratos são fundamentais para atração de turismo e até para reforço da identidade do paraense. A gastronomia local é um elemento que orgulha o paraense e é fundamental que os empresários entendam, cada vez mais, a importância disso, pois traz desenvolvimento econômico para produtores e todos os atores envolvidos”, destaca Joana Martins.
Comida que ganha importância com a cultura
Na família de Joana, essa valorização vem de longas datas. Ela é filha de Paulo Martins, chef precursor da arte de tirar os ingredientes locais de suas receitas tradicionais e levá-los para outros pratos e torná-los comercializáveis.
“Começou com a minha avó, Ana Maria Martins, que buscou colocar na mesa dos paraenses os pratos tradicionais de uma forma comercial, isso há 43 anos, quando esses pratos só eram servidos dentro de casa e os poucos restaurantes que existiam eram para valorizar a cozinha internacional. Já meu pai foi quem inovou servindo de outras formas, colocando tucupi em outras coisas que não o tacacá, um movimento pioneiro e que teve suas críticas. Ele foi taxado de louco, até mesmo de uma pessoa que queria subverter a cultura tradicional do Pará, e ainda hoje há quem pense assim e não entenda a importância deste movimento. Acredito que isso reforça a necessidade de manutenção da tradição, até porque você não inova se não conhecer o tradicional”, completou Joana, que prepara para o próximo ano uma série de ações com o Instituto Paulo Martins na pesquisa, educação e divulgação da nossa gastronomia.
Para Fábio, a vinda dos turistas na busca de conhecer o que se produz aqui é uma consequência que vai ser alcançada se continuamos trilhando o caminho da valorização da cultura local. “O intercâmbio turístico hoje vem principalmente dos interiores. As pessoas vêm a Belém para conhecer os nossos ingredientes e nossas comidas, assim como vão ao Marajó para provar o queijo, a linguiça, o frito do vaqueiro. Iniciativas como a publicação do Passaporte Belém ajudam a divulgar os nossos espaços e dar visibilidade à nossa cultura”, disse o presidente.Para Joana, os empresários devem continuar investindo nessa inovação como grande ideia para o crescimento e desenvolvimento da cadeia.
“Os bares e restaurantes cada vez mais estão apostando em bolinhos de vatapá, de maniçoba e até drinques com nossos ingredientes e isso é uma grande ideia para fortalecer ainda mais esse momento”, pontua Joana.
SERVIÇO
Lançamento do Passaporte Belém By Night
Quando: quinta-feira, 13
Onde: Atrium Hotel Quinta das Pedras, rua Dr. Assis, 834, ao lado do Mangal das Garças
Venda: a publicação custará R$ 29,90 e estará à venda nas melhores bancas de revista de Belém, a partir do dia 14(Diário do Pará)
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