plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 32°
cotação atual R$


home

_
_

Saulo Duarte: uma nova voz paraense no ar

Saulo Duarte e a banda que o acompanha, a Unidade, apesar de jovens – possuem apenas cinco anos atuando juntos –, já têm uma vitória no 26º Prêmio da Música Brasileira, álbuns e parcerias de destaque no cenário nacional da música. A contradição está no fa

twitter Google News

Saulo Duarte e a banda que o acompanha, a Unidade, apesar de jovens – possuem apenas cinco anos atuando juntos –, já têm uma vitória no 26º Prêmio da Música Brasileira, álbuns e parcerias de destaque no cenário nacional da música. A contradição está no fato do cantor influenciar e ser reconhecido por outros artistas como um paraense, mas aqui no Pará, ainda ser pouco conhecido desta forma.

Talvez porque tenha se mudado ainda jovem, “aos 12 ou 13 anos”. O bom foi que, residindo em São Paulo, encontrou a banda capaz de amplificar toda a poética de suas composições.Seja em “Flores pelo Ar” ou “Tô que Tô... Saudade” - uma composta por Saulo e a outra conhecida através da voz de Nilson Chaves, ambas presentes no segundo álbum de Saulo, chamado “Quente” (2014) - logo nota-se por que ele ficou conhecido por sua origem paraense.

A sonoridade clama por essa origem amazônica de influência caribenha. “Os primeiros contatos com a música foram em Belém. Meu avô tocava violão, eu via aquele movimento, o som, e foi onde tomei gosto”, conta o músico, inclusive citando o avô na letra da canção “Dos Olhos em Diante”. Mas quando resolveu formar sua primeira banda, aos 18 anos, Saulo já estava morando em Fortaleza. “Comecei a compor as letras e vi que era o que queria”. Na mudança para São Paulo, há sete anos, continuou sua carreira sozinho, chamando músicos diferentes a cada show. Lá por 2009, conheceu o baixista Klaus Sena e o baterista Beto Gibbs, “dois caras fundamentais para o som que faço”, garante.

Assim, incluindo também o teclado de João Leão e as percussões de Túlio Bias e Igor Caracas, a Unidade deu uma cara para as músicas do paraense. “Por isso achei mais justo chamar de banda”, diz.O primeiro álbum que gravaram juntos já foi como “Saulo Duarte e A Unidade” (2012). Nele, já era possível conhecer bem a linha de trabalho que eles trariam para o segundo disco: as letras simples e poéticas de Saulo acompanhadas de arranjos que dialogam com vários ritmos brasileiros. “O que mais quero é que, independente de ser do Norte, meu trabalho seja do Brasil. Afinal, somos todos brasileiros e a gente pode se apropriar de tudo, pode fazer o forró do Nordeste com o rock de São Paulo e o brega do Pará”.

As boas parcerias são fundamentais ao trabalho. “O disco ‘Quente’ acabou de ganhar o Prêmio da Música Brasileira (em junho) como ‘Melhor Grupo’ e isso conta muito porque simboliza bem essas parcerias”, comenta o músico, que já teve reforço das guitarras de Manoel e Felipe Cordeiro, de Mestre Dalua no curimbó e no bongô, e de Luê em faixas do disco.

Nas ondas tropicais, muitos encontros

Saulo ainda mantém o projeto “Ondas Tropicais”, junto com Felipe Cordeiro. “Esse é um espaço que surgiu para que a gente pudesse fazer shows em outros formatos, experimentar sonoridades, também gravamos assim algumas guitarras com o Manoel (Cordeiro). Toquei com a Luê. São grandes amigos e parcerias que a gente sempre mantém”, diz ele. Paralelo a isso, o paraense tem pré-produzido outros artistas, finalizado a turnê de seu recente disco ao lado da banda, com quem também já planeja o próximo álbum.

De quatro ou cinco músicas prontas que podem entrar no próximo disco, ele já planeja gravar algumas em Belém. “Na verdade, o disco só vai sair no próximo ano. Estamos em um processo bem embrionário. São canções que flertam com o groove, algo dançante”, adianta. O esperado para quem assiste a esse embrião se desenvolver é que o talento do músico continue a representar muito bem o Pará, arrancando elogios de artistas e críticos Brasil afora. “Fico muito feliz de saber que outros artistas se espelham no nosso trabalho”, refere-se Saulo à cantora carioca Guidi Vieira, que declarou ter se inspirado na sonoridade mais paraense dele para compor seu próximo álbum. E completa: “Tudo é referência. Quando quis fazer o ‘Quente’, fui me nutrir de pessoas que conheço, como o Manoel Cordeiro, que tem um conhecimento sobre guitarra que eu não domino. Nenhum artista se torna influência de forma proposital, a gente faz música porque é do que a gente respira”.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!