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Mongoloid Festival traz Figueroas a Belém

O tempero é insano: um festival que junta psycobilly, trashmetal, grindrock, punk surf e garage rock em dois palcos, e tem como headline a alagoana Figueroas, o mais novo fenômeno da lambada. Esse é o Mongoloid Festival, realizado hoje, a partir de 12h, n

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O tempero é insano: um festival que junta psycobilly, trashmetal, grindrock, punk surf e garage rock em dois palcos, e tem como headline a alagoana Figueroas, o mais novo fenômeno da lambada. Esse é o Mongoloid Festival, realizado hoje, a partir de 12h, no Insano Marina Club, e com entrada franca até 17h.

Os sucessos “Fofinha” e “Bangladesh” fizeram da banda Figueroas um dos artistas mais ouvidos e visualizados na internet em 2015. Este mês, o projeto, criado pelo músico Givly Simons, participou do Prêmio Multishow, indicado na categoria “Novo Hit”, com a música-chiclete “Melô do Jonas”. Hoje, fecha a noite no mesmo palco por onde passarão o metal do Sokera, o grindrock da Baixo Calão e o garage rock de Turbo, Molho Negro, Blind For Giant e da novata Reef O´Sinners. Além da banda alagoana, também são convidados desta edição as bandas Ovos Presley, do Paraná, e Aloha Haole, do Piauí.

Dá para levar a sério esse line up? A resposta é: com certeza! O Mongoloid aceita a missão de promover esses encontros inusitados - e necessários - para a música paraense ser esse caldo quente que é. “A gente mistura bandas do underground com bandas alternativas, sempre buscando integrar todos os públicos. Ano passado os fãs da Molho Negro estavam dividindo o mesmo espaço com os fãs do Manduca na Roça, que é uma banda extrema de pornogrind. E os fãs da Molho ficaram impressionados com o show do Manduca e vice-versa. A gente curte ver essa troca”, explica o organizador do festival Jeft Diaz.

O Mongoloid surgiu quando as produtoras de festas Dance Like Hell e This is Radio Trash se juntaram para produzir uma única festa, trazendo artistas que gostariam de ver em Belém, mas dificilmente teriam a oportunidade de ver nos festivais tradicionais. Mesmo com poucos recursos e financiado coletivamente por um grupo de amigos, este ano o Mongoloid terá doze horas de festival. “Vai ser um dia inteiro de muita música boa, muita comida, cerveja. Então, pode esperar muita diversão e surpresas, porque está todo mundo muito empenhado em fazer a melhor das 111 edições do festival”, diz Jeft.

Que coisa é essa de 111º Mongoloid Festival? Não se assuste com qualquer mídia que divulgue que esta é a centésima décima primeira edição do festival. Na verdade, a terceira - uma brincadeira com os números romanos, trocados por 1. A insanidade já foi maior. Na primeira edição, a organização divulgava que o festival traria “a maior banda de garage rock da Índia”, alcunha que a própria “The Great Munzini & The Astonishing Sotos” se deu, formada por um brasileiro, um uruguaio e um holandês com sotaques engraçados.

Ídolos da internet na terra da lambada

Realizando o sonho de tocar no Pará, Figueroas foi formada com grande influência da lambada e da guitarrada do nosso estado. Os alagoanos tocam no Mongoloid Festival ao lado do guitarrista Félix Robatto, que ajudou os músicos na construção do som que trazem hoje em Belém. “Pra gente é uma grande honra, gostamos muito do trabalho do Félix, e dele como pessoa. Ele já acompanha a banda durante muito tempo. Logo no início, ajudou muito quando a gente estava pesquisando influências e ele passou a discografia do Mestre Vieira, e agora a gente tem essa oportunidade de encontrá-lo no palco, fazendo essas músicas juntos. Vai ser uma participação diferente. Tenho certeza que vai ser uma mistura muito quente”, conta, muito animado, o vocalista da Figueroas, Givly Simons.

A lista de influências musicais do Figueroas, vindas do Pará, é grande: Mestre Vieira, Manoel Cordeiro, Aldo Sena, Mário Gonçalves, Pinduca, Mestre Solano, Warilou, entre outros. Infelizmente os rapazes não vão poder se encontrar com o Manoel Cordeiro, grande produtor de lambadas. O mestre está em São Paulo, com turnê do show Manoel Cordeiro e os Desumanos. “Estamos sempre em contato com o Mestre Cordeiro, juntos em São Paulo. O que é uma honra, porque é uma pessoa e um artista que admiramos demais, é um verdadeiro mestre. Os teclados dele, os metais que fazia, são de total influência pra gente”, declara Givly Simons.

(Gustavo Aguiar/Diário do Pará)

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