Em 20 de julho de 1969, o homem pisou na Lua. Nove dias antes, David Bowie lançou "Space oddity", canção sobre uma missão espacial fracassada, em que o astronauta perde o contato com a Terra e fica vagando pelo espaço.
Pequenos passos para o homem, grandes passos para a Humanidade. Os americanos provavam que nada era impossível para a ciência, e o jovem inglês nutrido do fascínio por jazz e rock chegava para dizer que, também na música, não havia limites.
Arauto de uma nova era, psicodélica e espacial, Bowie passou o quase meio século seguinte buscando as combinações artísticas que refletissem as trepidações de um planeta cada vez mais conturbado, acelerado e conectado.
Pulando de personagem em personagem, Bowie construiu talvez a mais exemplar obra da história do pop mundial, fechando o ciclo de forma espetacular com o crepuscular álbum "Blackstar", lançado na última sexta-feira, dia em que completou 69 anos, o último gesto antes de rumar para as estrelas.
(DOL)
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