plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home

_
_

Pipa 2016 tem dois paraenses

Os artistas paraenses Danielle Fonseca e Marcone Moreira concorrem este ano a um dos principais prêmios culturais do país, o Pipa - Prêmio IP Capital Partners de Arte 2016 -, na categoria online. Em 2015, outra paraense, a artista Luciana Magno, foi a ve

twitter Google News

Os artistas paraenses Danielle Fonseca e Marcone Moreira concorrem este ano a um dos principais prêmios culturais do país, o Pipa - Prêmio IP Capital Partners de Arte 2016 -, na categoria online.

Em 2015, outra paraense, a artista Luciana Magno, foi a vencedora na mesma categoria e ficou por dois meses em uma residência artística no Instituto Sacatar, na Bahia, como premiação. É possível votar nos artistas pelo site do certame, até o próximo dia 24, para o primeiro turno. O segundo turno ocorrerá de 31 de julho até 7 de agosto.

Não há inscrição ao prêmio e os artistas que concorrem são selecionados por um Comitê de Indicação. De acordo com o regulamento, o artista precisa obter pelo menos 500 votos para passar para a segunda etapa, quando a votação é zerada e se inicia uma nova busca por votos, sendo considerado vencedor do Pipa Online 2016 aquele que tiver o maior número de votos nesta etapa seguinte.

Os prêmios são de R$ 10 mil para o primeiro lugar e de R$ 5 mil para segundo. Ambos devem doar uma obra para o Instituto Pipa.

O voto pode ser feito em mais de um artista, mas não é possível votar no mesmo candidato mais de uma vez. A votação é feita clicando no ícone do artista escolhido, e só se efetiva por meio do perfil no Facebook, quando aparece a opção votar logo abaixo do nome do artista.

O Pipa informa que concorrem na categoria os artistas indicados em 2016 que optaram por participar da votação na internet e que esta etapa não é obrigatória, caso o artista não deseje participar.

Os artistas paraenses Danielle Fonseca e Marcone Moreira concorrem este ano a um dos principais prêmios culturais do país. (Foto: Divulgação)

Da literatura à visualidade amazônica

Danielle Fonseca tem obras que mesclam linguagens: literatura, poesia, esporte e filosofia. São vídeos, instalações e fotografias que rememoram seu percurso artístico, com influências de autores como Gertrude Stein, Virginia Woolf, Haroldo e Augusto de Campos, Décio Pignatari, além do paraense Max Martins.

A artista diz que a literatura é tão visual quanto um quadro, um objeto. Do livro “Deleuze: O Surfista da Imanência”, do filósofo Daniel Lins, tirou possibilidades para sua produção e escreveu o roteiro do filme “A Vaga”.

Para ela, o prêmio é um reconhecimento. “Acho bom pela divulgação do trabalho e não pela competição em si. Não deixa de ser uma plataforma importante para que as nossas produções possam ser divulgadas. A equipe é bem atenciosa nesse aspecto”, diz a artista.

Já Marcone Moreira, que é indicado pela quarta vez ao Pipa e sente-se orgulhoso por isso, já que cada edição tem um corpo diferente de jurados.

Com obras que remetem à visualidade amazônica, ribeirinha e urbana, de terra e água, ele tem circulado nos principais circuitos expositivos do país. Passou os últimos três anos morando no Rio de Janeiro e agora fixou residência em Belo Horizonte. Em agosto, participará da coletiva “Jogos do Sul”, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, promovido pelo Instituto Goethe, no Rio, com um painel com 32 tabuleiros de xadrez em madeira de diversas regiões do Brasil.

“Acredito que seja o mais importante prêmio na arte brasileira, não só pelos valores, mas o formato, que é um grande banco de dados sobre arte contemporânea no país, alimentado com fotos, vídeos, depoimentos, textos críticos. Permanecer nesse grupo restrito de artistas é muito satisfatório”, diz Marcone, que em setembro fará uma grande exposição individual no Paço Imperial, também na capital fluminense, com curadoria de Moacir dos Anjos, revendo a sua trajetória dos últimos 10 anos.

O PIPA

Criado em 2010, o prêmio é uma forma de divulgar a arte e os artistas brasileiros, bem como o Museu de Arte Moderna do Rio (MAM-RJ), e também para servir de estímulo à produção nacional de arte contemporânea.

A premiação ocorre anualmente e participam artistas que realizam trabalhos em qualquer linguagem e sem limitação de faixa etária.

Os artistas vencedores do Pipa e Pipa Online recebem ainda como premiação residências artísticas de três meses na Residency Unlimited, em Nova York, e por dois meses no Instituto Sacatar, na Bahia, respectivamente.

(Dominik Giusti / Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!