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Projetos de 7 paraenses estão garantidos para 2017

Shows, gravação de CDs, vinil e DVD, além de um longa-metragem sonoro. Tudo isso está na cota de projetos de artistas paraenses com patrocínio garantido para ser realizados em 2017. Pio Lobato, Lucas Estrela, Luê, Arthur Nogueira e Paulo André Barata têm

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Shows, gravação de CDs, vinil e DVD, além de um longa-metragem sonoro. Tudo isso está na cota de projetos de artistas paraenses com patrocínio garantido para ser realizados em 2017.

Pio Lobato, Lucas Estrela, Luê, Arthur Nogueira e Paulo André Barata têm discos encaminhados, enquanto a banda Strobo e os Reis do Eletro – projeto que reúne os DJs Waldo Squash, Marcos Maderitto, Joe Benassi e David Sampler – esperam lançar vídeos onde o assunto, claro, é a música.

Os artistas estão entre os contemplados pelo programa Natura Musical, que teve um edital voltado apenas para o Pará, junto a editais voltados para o Rio Grande do Sul e Bahia. Para Arthur Nogueira, será o momento de pensar em voltar pra casa, após alguns anos fora de Belém – primeiro morou no Rio de Janeiro e atualmente reside em São Paulo.

O poeta, compositor e cantor espera realizar algo diferente dos discos “Mundano” (2009) e “Sem Medo Nem Esperança” (2015). A ideia é realizar três shows (na capital paraense, em São Paulo e em Belo Horizonte) e gravar um registro em formato de vinil.

O disco não será um apanhado de produções recentes. Terá composições que o artista ainda deve criar. Duas já estão escolhidas: uma canção em parceria com Antonio Cicero e um poema de Eucanaã Ferraz.

“Depois desses dois trabalhos, fico com a sensação que é um momento de celebrar e reencontrar a minha história. Então, penso agora em olhar para isso, não de uma forma caricata ou saudosista, mas afirmando o que acredito para a minha música, mas com olhar mais profundo para a minha cidade. Penso em produzir e gravar em Belém, com participação de artistas importantes, compor com alguns deles, e ao mesmo tempo manter minhas parcerias. É um pouco do que diz Max Martins: a casa não é para ficar, mas para se ter onde ir. Então, celebro minha casa, mas também a liberdade do que seja a minha verdade artística”, comenta o cantor.

Experimentos renovam o som paraense

(Foto: Jr. French/divulgação)

Luê também deve realizar um disco com uma sonoridade diferenciada de seu primeiro álbum, “A Fim de Onda”(2012), por conta da influência de mudança de cidade.

Morando há quatro anos na capital paulista, ela diz que a musicalidade ensolarada e orgânica terá menos espaço e dessa vez a potência dos ritmos eletrônicos será ressaltada. Ainda assim, ela garante que as misturas com as ruas raízes também deverá aparecer. O disco vai ser produzido por Zé Nigro, que já fez álbuns de Anelis Assumpção e de Curumim, por exemplo.

“Não diria que contrasta tanto com a minha origem, ela vai estar sempre ali. A origem de tudo simplesmente é. Isso vai estar sempre em mim, o lugar que sou, o Pará. O que contrasta é a realidade dessa cidade. O primeiro disco era solar, me remetia mais à sonoridade da música paraense. E eu morava em Belém, me sinto muito ligada ao lugar onde estou. E esse disco novo será um pouco o retrato dessa vida fora, mais noturno, com eletrônica que deixa a música mais densa, acho que vai por esse caminho. Eu gosto de estar aqui, tem o caos, mas tem o lado positivo, o ritmo das coisas, morar sozinha”, comenta a cantora.

Assim como Pio Lobato desenvolve seu trabalho instrumental com a guitarrada, para seu segundo disco, Lucas Estrela seguirá com sua pesquisa sonora com lambada, guitarrada e tecnobrega, iniciada em “Sal e Moscow” (2016).

Já Paulo André Barata, autor, junto com o pai Ruy Barata, de clássicos como “Foi Assim” e “Pauapixuna” surge com o projeto comemorativo aos seus 70 anos: a gravação de um álbum com composições antigas e inéditas, cantadas por grandes nomes da MPB.

Música para se ver na tela

O duo Strobo, formado por Léo Chermont e Arthur Kunz, não deve preparar mais um álbum e sim dez vídeos que se transformarão em um longa-metragem após a exibição prévia dos “episódios”, que terão como pano de fundo lugares inusitados de Belém.

Léo Chermont explica que a cidade será como o terceiro elemento do duo, como uma persona que vai figurar como protagonista da produção audiovisual. Eles lançaram recentemente o disco “4”e por isso querem experimentar novos formatos musicais, com direção de Vladimir Cunha.

“Estamos começando a discutir sobre isso, mas já sabemos que não será nada em estúdio, mas ao ar livre, pela cidade. A ideia é mostrar Belém, a gente tocando e interagindo com a cidade, para que as pessoas conheçam de onde a gente vem. É um presente para comemorar os 400 anos também. Apesar de parecer velho, discurso da década de 1980, a gente está longe das demais das capitais, as músicas do Mosaico de Ravena já falavam, mas vemos que é verdade. Muito mais que um produto do Strobo, é agradecimento a essa energia”, adianta Léo Chermont.

Os Reis do Eletro também pretendem fazer um registro audiovisual da cena brega, com parcerias nacionais. De acordo com o DJ Waldo Squash, idealizador do projeto, um dos nomes cotados é o rapper Emicida, para mesclar a sua música com as batidas do eletromelody num registro de DVD.

No momento, a equipe começa a se delinear e o DJ prefere não confirmar que nomes ainda poderão compor a produção, mas Nelsinho Rodrigues e Tony Brasil também podem figurar como participações especiais.

“Vai ser como uma roda de som automotivo com a banda base de música eletrônica. Nós vamos produzir os artistas e o Maderitto será um mestre de cerimônias, que também vai cantar. Vamos fazer convite para os fãs-clubes, como União da Nave, Tuba Gás, Galera da Laje, para que participem. Nossa pretensão é lançar para o mercado nacional e internacional. Queremos misturar quem começou e continua na onda do eletromelody com outros artistas. A ideia é fazer o projeto crescer depois, com cursos de capacitação e formar novos DJs”, explica Waldo Squash. (DG)

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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