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Artistas apaixonados pelo Pará

Ao chegar a São Paulo para morar e trabalhar, o pernambucano Johnny Hoocker encontrou uma turma de paraenses com os quais fez uma forte amizade. Essa foi a sua primeira conexão com o Pará e por meio das pessoas logo conheceu também alguns hábitos e prefer

Ao chegar a São Paulo para morar e trabalhar, o pernambucano Johnny Hoocker encontrou uma turma de paraenses com os quais fez uma forte amizade. Essa foi a sua primeira conexão com o Pará e por meio das pessoas logo conheceu também alguns hábitos e preferências dos nortistas. Em seu primeiro show em Belém, em junho do ano passado, em entrevista ao Caderno Você ele fez questão de dizer que já ansiava por conhecer a cidade e, claro, encontrar com seu público por aqui. Não à toa, escolheu a capital para encerrar a turnê do álbum “Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito”, voltando para mais um show no início de dezembro.

Com um pé por aqui, o cantor não esconde o carinho pela capital paraense. O produtor Maurício Vianna, responsável pela vinda de Hoocker, diz que nas duas ocasiões o artista pediu para esticar a estada na capital paraense. “Ele e a banda foram para Mosqueiro, sempre vão na Estação das Docas, esse mês foram no carimbó de Icoaraci, e buscam aproveitar a cidade mais do que somente o dia do show. Ele gosta da cidade, acha muito parecido com Recife, a parte histórica, o movimento cultural e se sente bem aqui”, comenta.


Outro cantor da nova geração brasileira que tem um pé em Belém é Tiago Iorc. Após rodar o país inteiro, ele escolheu a capital para gravar o DVD “Troco Likes”, realizada em abril de 2016, no teatro Gasômetro. Iorc chegou a declarar em entrevista a Danilo Gentili que foi o show mais especial da turnê por conta da participação do público. E o registro foi parar nos cinemas, de uma forma poética, com direção e concepção do próprio cantor.

Além do público, ele também destacou a relação especial com o teatro. “Eu vim aqui na turnê do ano passado e me chamou muita atenção o espaço da Estação Gasômetro, como foi especial o show. Acho que isso se deve a esse formato de ‘areninha’, que permite que o público fique de pé, próximo, deu outra energia para o show. A ideia desse registro veio justamente da necessidade que eu senti de registrar o encontro dessas músicas, desse disco com o público. Esse espaço e esse público fazem jus ao que eu gostaria que minha música oferecesse às pessoas. Esse show de Belém me despertou a vontade de eternizar isso: o que está sendo a minha relação desse disco com as pessoas”, revela.

Johnny Hooker encerrou sua última turnê na cidade (Foto: Divulgação)

A estudante de direito Ana Luiza Pires é fã e esteve no show. O seu primeiro contato com o trabalho do artista foi com o álbum Zeski (2013). Na época, ela estava morando na França e, no final da tarde de um domingo, sozinha em casa, escrevendo, lendo, o streaming de música tocou uma versão de My Girl. “E eu adorei aquela voz, daí fui atrás de saber quem era e ouvi o Zeski de uma vez só”, comenta. “Acredito que ele tenha escolhido Belém por realmente gostar da cidade, sentir o calor do nosso público, porque se tem uma coisa que um paraense sabe fazer é acolher. E isso traz outro ambiente para o show, de bastante envolvimento e troca”, diz.

Cantor faz mais de 15 shows por ano no Estado (Foto: Divulgação)

Wesley Safadão percorre o Pará

E quem roda o Pará com seus shows constantemente é Wesley Safadão. Somente no ano passado, ele fez shows em Belém em abril, agosto e novembro. Mas também já passou por Castanhal, Santarém, Tucuruí... É daqui também um de seus fãs-clubes que mais o incentivam e auxiliam na divulgação de seus eventos, o “Garoteiros do Pará”, criado em 2011 por Sandro Miranda, natural de Cametá.

De acordo com o próprio presidente, a sua história de amor por Safadão foi a primeira ouvida. “Eu era roqueiro. Mas um dia estava em Recife e comecei a ouvir a música dele na praia. Isso foi em 2011. De lá pra cá, não parei mais e acabei conhecendo pessoas em Recife que também eram fãs. Quando me mudei pra São Luiz, fui num show e tive acesso ao camarim da banda e com isso fiquei ainda mais próximo. E quando vi, as pessoas já estavam me perguntando por que eu não criava logo um fã-clube”, conta Sandro.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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