plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 29°
cotação atual R$


home

_
_

Paula Novelino é o nome da elegância paraense

A estilista paraense Paula Novelino era uma mulher exigente: para que suas peças vestissem as mulheres da sociedade paraense, precisavam estar perfeitamente alinhavadas, com a garantia de que o caimento não prejudicasse as formas e curvas de cada corpo. A

twitter Google News

A estilista paraense Paula Novelino era uma mulher exigente: para que suas peças vestissem as mulheres da sociedade paraense, precisavam estar perfeitamente alinhavadas, com a garantia de que o caimento não prejudicasse as formas e curvas de cada corpo. A dedicação à arte de confeccionar roupas lhe rendeu um nome considerado sinônimo de alta costura. Com o olhar atento ao ofício de dona Laura Novelino, foi como modelo da mãe que ela começou a construir sua trajetória de sucesso no mundo das agulhas, não só na capital paraense, mas também no Rio de Janeiro.

Na última quarta-feira, aos 75 anos, a estilista perdeu a batalha contra um câncer de pâncreas contra o qual lutava há mais de dois anos. A colunista do DIÁRIO Vera Castro, amiga de Paula, relembra a elegância e doçura da estilista, características que a tornaram também um ícone de mulher fina, para além da atuação profissional.

“A Paula talvez seja o último grande nome da alta costura em Belém. Ela começou com a mãe, mas quando esta partiu, ela já estava completamente estabelecida. Passou grande tempo no Rio de Janeiro, trabalhou para a Rede Globo, escolas de samba, e para casas muito importantes de moda que vendiam tecido, como a Casa Alberto, do Rio, e a Rex, em Miami. Qualquer pedido da Paula era uma ordem, pois sabiam do seu conhecimento. Ela estava sempre muito antenada com a moda, tinha os melhores figurinos e um toque especial de olhar”, comenta a colunista.

Vera recorda que logo seu nome se tornou o mais falado e requisitado entre as mulheres que gostariam de ter um vestido de noiva dos sonhos ou peças exclusivas para bailes com a sua assinatura. “Ela teve uma gama imensa de clientes, que faziam questão que ela fosse a estilista. Eu comentava com ela quando queria um modelo que achava ideal, e só de ver, ela prontamente dizia que não, e mencionava o que devia ser feito. Tinha muito gabarito”, diz.

Seus ensinamentos foram repassados à filha Kátia, que hoje segue com a mesma dedicação da mãe na costura de vestidos e trajes finos. “Belém perdeu uma mulher de grande mérito”, finaliza.A também amiga Célia Cavalcante, de 72 anos, desembargadora aposentada, lembra de Paula principalmente durante as reuniões para rezar o terço e da companhia gostosa no Círio do ano passado. “Eu a conheci quando ela voltou a morar aqui em Belém. Eu a buscava para irmos fazer orações e vou sentir muito a sua falta. Ela era uma mulher elegantíssima, incapaz de fazer qualquer comentário sobre qualquer pessoa, educada”.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!