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Artistas paraenses lamentam morte de Loalwa Braz

Os artistas paraenses lamentaram a cruel morte de Loalwa Braz. Félix Robatto, que foi o responsável por um dos últimos shows da cantora, em outubro do ano passado, em Belém, está chocado e muito triste. “Estou totalmente abismado por tamanha crueldade. Há

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Os artistas paraenses lamentaram a cruel morte de Loalwa Braz. Félix Robatto, que foi o responsável por um dos últimos shows da cantora, em outubro do ano passado, em Belém, está chocado e muito triste. “Estou totalmente abismado por tamanha crueldade. Há alguns dias cogitei convidá-la novamente para participar de alguns editais. Não é só uma perda para a música, foi um crime. Quando ela veio aqui, falou muito sobre a lambada, que surgiu no Pará, e que é justamente a pesquisa que fiz para o meu disco mais recente. Eu até achei que fosse boato, que depois seria desmentido. Foi uma barbaridade”, disse.

A cineasta Priscilla Brasil postou em seu perfil no Facebook a lembrança de quando Loalwa cantou junto com Gaby Amarantos – de quem ela era produtora -, durante a Virada Cultural de São Paulo. “Estava trabalhando há meses de maneira frenética, sem parar. ‘Vai ter show do Kaoma’, alguém me disse, no mesmo dia. Para mim, parecia um sonho ver Loalwa ao vivo. Parti para lá. Minha ideia? Convidar a musa da minha adolescência lambadeira para cantar junto com a Gaby. Conheci uma pessoa maravilhosa e humilde, que me tratou com muito carinho. Ela achava que os paraenses a odiavam, por uma possível apropriação da lambada. Me disse que sofreu bastante quando colocavam na boca dela várias frases que ela não tinha dito”, escreveu.

Ela contou ainda que a partir desse dia, passou a se corresponder com Loalwa com certa frequência, via Skype, na tentativa de construir uma turnê conjunta internacional, e que estava animada com projetos. “Ela passeava pela sua morada e eu via a pousada (da qual ela tinha muito orgulho) pelo computador. Ela adorava aquela pousada e me convidava sempre para ir. Ligada num 220 constante, apesar da idade, ela tinha vários planos e agitava muitas coisas ao mesmo tempo, sempre pensando em apresentar os novos artistas brasileiros na Europa, continente que nunca deixou de amá-la”, contou a cineasta.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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