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Padilha registra "Tudo o que dissemos que Não Era"

Lucas Padilha lança primeiro registro de seu projeto musical no álbum “Tudo o que Dissemos que Não Era”, com composições que passam longe do som “fofinho” O amor é como cigarro, vicia e mata aos poucos”, canta Lucas Padilha na faixa “Amor e Cigarros - Pa

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Lucas Padilha lança primeiro registro de seu projeto musical no álbum “Tudo o que Dissemos que Não Era”, com composições que passam longe do som “fofinho”

O amor é como cigarro, vicia e mata aos poucos”, canta Lucas Padilha na faixa “Amor e Cigarros - Parte 1”, que abre o álbum “Tudo o que Dissemos que Não Era”, trabalho dele com o projeto musical Meio Amargo, já disponível nas plataformas virtuais e que ganha show de lançamento dia 1º de fevereiro, no Old School, em Belém.

Sim, algumas amarguras das experiências da vida são jogadas cruas nas suas letras. Em seguida, “Bom Rapaz” traz anúncios dessa sua fase: “não sou quem você conhecia antes, aquele cara ficou para trás, bom rapaz, não quero mais”.

Ele não quer ser mesmo o artista do início e admite que o primeiro álbum do Meio Amargo, para ele apresenta uma ruptura com sua banda anterior, o Plug Ventura, em que era tudo muito pop. Foi agora mais para o folk, mas deixou essa ideia do “fofinho, bonitinho”, como ele define, no passado. São dez faixas compostas por ele mesmo, que pensa nas melodias e define o resto com a banda formada por João Lemos na guitarra, Manoel Malvar no baixo, e Neto na bateria.

As músicas foram realizadas durante os três anos de existência do Meio Amargo, dentro de um processo de solidão. Ele conta que passou um ano sem nem tocar no violão, nem tirar uma musiquinha, para se reorientar e rever seus processos de como compor, para ouvir coisas novas. “Já levo a letra com melodia e arranjo mais ou menos pensado, terminamos nos ensaios mesmo, fazendo as coisas juntos. O conceito do disco parte do compositor solitário, daquele cara que está no quarto compondo. O disco tem dois lados imaginários, digamos assim, que é o lado A, conta como se fosse uma briga de casal, e alguém chega e coloca para ouvir algumas músicas, e o lado B é esse alguém agora compondo sozinho. Essa é a ideia. Há um hiato, uma ruptura mesmo. E quando voltei a compor, pensei no que poderia fazer de novo, com a própria maturidade da vida, com outras experiências e referências que aparecem”, comenta.

O título é uma referência sobre o que seria, então, o amor, e partiu de uma história imaginária de briga e desentendimento, com base em um poema de Charles Bukowski, que escreveu que o amor é “tudo aquilo que dissemos que não era”. Além disso, o álbum foi pensado por Padilha como um vinil, que tem dois lados bem demarcados, para cada fase de composição. “A ideia é ser meio amargo mesmo, cru”, finaliza.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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