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PREOCUPAÇÃO

Vídeo: Surto de gripe lota unidades de saúde de Marabá 

Hospital Municipal de Marabá (HMM) atualmente realiza uma média de 244 atendimentos diários de casos do tipo

quinta-feira, 13/01/2022, 08:42 - Atualizado em 14/01/2022, 12:30 - Autor: Com Informações da PMM


Atendimento no Hospital Municipais mais do que dobrou
Atendimento no Hospital Municipais mais do que dobrou | Divulgação PMM

O período chuvoso tradicionalmente traz consigo doenças conhecidas como a gripe e outros problemas respiratórios. Assim como em todo o país, Marabá tem registrado muitos casos de síndromes gripais aumentando a demanda nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também no Hospital Municipal de Marabá (HMM), que atualmente realiza uma média de 244 atendimentos diários de casos do tipo. 

Até o final de outubro, a média era de 30, mas já no início de novembro começou a oscilar entre 120 e 140 atendimentos e a demanda só aumenta. 

De acordo com Sabrina Acioly, diretora da Vigilância em Saúde, apesar da do surto de gripe no município, ainda não há casos confirmados da nova variante, o vírus H3N2. No HMM, as pessoas com síndromes gripais são atendidas na Ala Covid, onde são submetidas à testagem para a Covid-19. 

“Desde novembro a gente está com esse aumento de pessoas com síndromes gripais. Nós continuamos testando as pessoas e uma grande porcentagem do número de testes realizados, para Covid, tem dado resultado negativo, o que mostra que de fato há casos de síndrome gripal. Estamos num período sazonal de gripe, porém, esse ano veio com uma força maior e a preocupação com a Covid-19 leva as pessoas a procurarem mais atendimento do que nos anos anteriores”, observa a diretora. 

Influenza, Covid ou Dengue como diferenciar e quando buscar atendimento 

De acordo com infectologistas, a gripe por Influenza e pela Covid-19 tem sintomas muito parecidos e inicialmente não dá para diferenciá-las clinicamente, apenas pelos sintomas. As duas infecções podem provocar coriza, nariz entupido, dor de garganta, febre, tosse, dentre outros. Por isso, o diagnóstico só é possível com a testagem. Na rede municipal, o teste está disponível somente para a Covid.  

   

Médico infectologista Harbi Othman orienta que em casos leves as pessoas devem buscar os postos de saúde
Médico infectologista Harbi Othman orienta que em casos leves as pessoas devem buscar os postos de saúde | Divulgação PMM
  

O médico infectologista Harbi Othman, da Rede Municipal de Saúde, pontua que o ideal é que em casos de sintomas leves as pessoas busquem atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) onde podem receber o diagnóstico por meio da testagem. Quanto ao atendimento na emergência, ou seja, no hospital, a recomendação é que só seja procurado quando os sintomas evoluírem para situações mais graves, a exemplo de febre alta, como explica o infectologista. 

“O atendimento em uma unidade de emergência deve ser procurado quando o paciente tiver febre persistentemente alta, então, acima de 37.8, ou com valores mais alto 38, 39 graus. Quando o paciente começar ter questão de alteração, perda de fôlego, falta de ar, deve procurar a emergência. Quem tiver a disponibilidade do aparelho para verificar a oximetria, às vezes, a saturação começa cair antes dos sintomas de agravamento, principalmente no caso da Covid, então é importante observar a queda na saturação”, alerta o médico.  

Já no caso da dengue, que é uma doença com riscos de contágio o ano inteiro, por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, o médico observa que normalmente não apresenta queixas gripais como coriza e dor de garganta na maioria dos casos. A dor muscular, febre alta e dor atrás dos olhos, são uns dos principais sintomas da doença que normalmente não passam de sete dias.

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“O problema maior da dengue é que o paciente pode ficar com o quadro chamado Dengue Hemorrágica, ou seja, o que deve chamar a atenção do paciente com a dengue que é um quadro muito incomodo, de muita dor no corpo, dor de cabeça e febre, é justamente quando apresenta dor abdominal intensa, é um sinal de alarme. Paciente com sangramento no nariz, gengivas, nesses casos o ideal é procurar atendimento nas emergências”, esclarece. 

Cuidados e prevenção: vacinas estão disponíveis 

É unanimidade entre os profissionais de saúde que o relaxamento das medidas preventivas e a baixa procura pela vacina contra a influenza em 2021 contribuíram para o surto das síndromes gripais no final de ano. Por isso, as recomendações ainda são as mesmas em relação à higienização das mãos, ao uso de máscara e vacinação. 

“São vírus respiratórios e o meio de transmissão é o mesmo para todos eles. Procurem a vacina. A da influenza está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde, a da Covid-19 também está disponível, são doenças respiratórias evitáveis através da imunização”, informa Sabrina Acioly, diretora da Vigilância em Saúde da SMS. 

Harbi Othman reforça os cuidados para evitar as síndromes gripais. “A medida de prevenção para ambas, tanto Influenza, quanto pra Covid são similares, então é lavagem e higienização das mãos, o uso da máscara, e evitar aglomeração. A forma de transmissão basicamente é a mesma, o vírus fica circulando no ar e em superfícies”, enfatiza o médico. 

Confira a reportagem abaixo de Elioenay Brasil da RBATV

 

A prevenção continua sendo o melhor remédio, por isso o uso de máscara deve continuar aliado a higienização das mãos DOL CARAJÁS
 





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