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PROCON

Mais de 40% das reclamações são serviços de energia elétrica

O Procon municipal em Marabá recebeu mais de 600 reclamações nos primeiros 5 meses de 2022. Destas, 44,45% diz respeito ao serviço de energia elétrica residencial. Segunda maior reclamação são os serviços bancários

sexta-feira, 27/05/2022, 09:41 - Atualizado em 27/05/2022, 14:06 - Autor: DOL Carajás com Ascom Marabá

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Outro tipo de reclamação que aumentou bastante nos últimos anos no Procon em Marabá, são pessoas que são vítimas de golpes de empréstimos bancários
Outro tipo de reclamação que aumentou bastante nos últimos anos no Procon em Marabá, são pessoas que são vítimas de golpes de empréstimos bancários | Reprodução

Nos primeiros 5 meses deste ano, o órgão de Proteção e Defesa do Consumidor em Marabá (Procon), registrou 658 atendimentos, o que representa um aumento em torno de 20% no número de reclamações se comparado aos anos anteriores, inclusive a anos anteriores ao período de pandemia (2020/2021).

Esse aumento revela dois pontos significativos no processo entre consumidor e fornecedor de produtos e serviços. Primeiro que o consumidor está mais atento aos seus direitos básicos e o segundo ponto é que muitos fornecedores ainda se mostram alheios ao cumprimento da legislação, para fornecer um produto ou serviço, com a qualidade que é esperada.

De acordo com a advogada Zélia Lopes, Coordenadora do Procon, a maioria das reclamações que são registradas no órgão, diz respeito ao serviço de energia elétrica residencial, onde 44,45% das reclamações são destinadas à empresa de concessão e transmissão de energia.

Outro tipo de reclamação que aumentou bastante nos últimos anos no Procon em Marabá, são pessoas que são vítimas de golpes de empréstimos bancários. Somente nesse período foram 143 reclamações, compreendendo 21,93% do montante das reclamações.

“A demanda maior são os empréstimos fraudulentos e o consumidor deve ficar atento para não fornecer os dados pessoais pelo telefone. Geralmente são ligações estranhas de golpistas se fazendo passar por representantes de instituições bancárias. A orientação é não atender, não fornecer os dados e a pessoa deve procurar direto a agência”, informa Zélia Lopes.

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A coordenadora informa ainda que muitos golpes pela internet, o órgão não pode fazer nada em relação ao caso, como por exemplo compras em lojas virtuais onde a pessoa faz o cadastro no portal falso e na hora do pagamento, o destinatário é uma pessoa física. A advogada pede para que o consumidor fique bem atento a esse novo tipo de golpe que acontece em todo país e em Marabá muitas pessoas já foram vítimas.

“Entrou num portal de compras, fez o cadastro, mas antes de pagar, verifique os dados, pois se o pagamento for para uma pessoa física não transfira o pagamento. Se o portal é de uma loja, deve ser feito o pagamento para pessoa jurídica e o Procon não tem como agir nestas situações de fraudes”, explica.

As 658 reclamações registradas nos primeiros meses deste ano, representam uma média de 131 registros mensais que geraram 400 audiências. O que representa uma média de 80 audiências por mês.  As principais reclamações são alimentos, assuntos financeiros, habitação, saúde, produtos, serviços essenciais e serviços privados.

Zélia Lopes orienta que quem se sentir lesado, seja ao adquirir produtos ou serviços deve procurar o Procon, “Todo consumidor, pessoa física ou jurídica, que se sentir lesado, deve procurar o Procon com os documentos pessoais, comprovante de endereço e o vínculo da relação jurídica que a pessoa quer reclamar”, explica.


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