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CLIMA TENSO

Após mortes, Força Nacional reforça segurança dos Parakanã  

Corpos dos três amigos que estavam desaparecidos foram encontrados na área indígena

terça-feira, 03/05/2022, 18:38 - Atualizado em 03/05/2022, 18:37 - Autor: DOL

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Força Nacional de Segurança deverá permanecer com o seu efetivo por mais 15 dias na Terra Indígena Parakanã
Força Nacional de Segurança deverá permanecer com o seu efetivo por mais 15 dias na Terra Indígena Parakanã | Reprodução

A morte de três jovens do município de Novo Repartimento, no sudeste do Pará, deixou um clima tenso na região. Ainda sem a identificação da autoria do crime, a revolta e tristeza tomam conta da população.

Seguindo recomendação da Justiça Federal de Tucuruí, no Pará, a Força Nacional de Segurança deverá permanecer com o seu efetivo por mais 15 dias na Terra Indígena Parakanã, no município de Novo Repartimento.

A Polícia Federal localizou no último sábado (30), no município, os corpos dos três caçadores: Cosmo Ribeiro de Sousa, José Luís da Silva Teixeira e Willian Santos Câmara, que estavam desaparecidos desde o dia 24 de abril. 

Segundo o juiz federal Paulo Máximo de Castro Cabacinha, a decisão foi motivada pela revolta que se instaurou na região “tendo em vista o clima iminente de conflito, em razão da comoção no velório” dos caçadores.

 

A decisão foi motivada pela revolta que se instaurou na região “tendo em vista o clima iminente de conflito"
A decisão foi motivada pela revolta que se instaurou na região “tendo em vista o clima iminente de conflito" | Marcelo Camargo/ Agência Brasil
 

Para que a decisão seja cumprida, o juiz também determinou pena de R$ 5 mil caso a Força Nacional não siga as recomendações. “A retirada do efetivo em momento anterior configuraria descumprimento à decisão judicial, e eventualmente crime de desobediência”, disse o magistrado.

Veja também:

Corpos de caçadores são velados em Novo Repartimento

Várias manifestações estão sendo realizadas contra os indígenas Parakanã. A etnia tem sido responsabilizada pela morte dos três caçadores. Funcionários da saúde e da educação foram retirados das aldeias.

Familiares e amigos dos jovens teriam pedido a “extinção” dos indígenas e até convocado “apoio” para fazer justiça. Os Parakanã alegam inocência.


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