O Banco Central (BC) prepara os próximos passos da evolução do Pix com foco em duas grandes novidades: a realização de transações internacionais diretas e a possibilidade de usar pagamentos futuros como garantia de crédito. Os planos constam na nova edição do Relatório de Gestão do Pix, divulgada nesta segunda-feira (10), que traça as metas do órgão para ampliar o uso do sistema.
A ferramenta fechou o ano de 2025 com recordes históricos, somando quase 80 bilhões de operações e um volume financeiro superior a R$ 35 trilhões, além de alcançar a marca de 148 milhões de usuários pessoas físicas e 12 milhões de empresas.
Como vão funcionar os novos recursos?
• Pix no exterior: A proposta prevê a conexão do Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outros países. Com isso, remessas e compras internacionais poderão ser liquidadas em moeda local em poucos segundos, dispensando os intermediários e custos dos modelos atuais.
• Crédito para empresas: Negócios que concentram suas vendas no Pix poderão utilizar a projeção de seus recebíveis futuros como garantia em empréstimos, o que deve baratear os juros e facilitar o acesso a financiamentos.
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Segurança e ferramentas em expansão
Para conter a ação de golpistas, o BC intensificou as medidas de proteção. As prioridades incluem coibir fraudes no campo de mensagens do Pix, aprimorar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) e agilizar o bloqueio cautelar de saldos suspeitos entre os bancos.
O relatório também destaca a consolidação de recursos recém-lançados, como o Pix Automático para contas recorrentes e o Pix por aproximação. Para as próximas etapas, a autoridade monetária planeja viabilizar pagamentos aproximados sem necessidade de conexão com a internet e implantar a cobrança híbrida, permitindo ao consumidor optar entre boleto tradicional ou código Pix no momento do pagamento.
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