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CULTURA

Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas

Nascido em Capanema (PA), artista apresenta mostra que convida o público a refletir sobre memória, resistência, ancestralidade e desafios contemporâneos.

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Imagem ilustrativa da notícia Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas camera Exposição inédita de Jó Sales explora a Amazônia | Luiza Quemel (@rioberaarte)

Quem passar pelo centro histórico de Belém nas próximas semanas terá a oportunidade de mergulhar em uma experiência artística que une sensibilidade, denúncia e reflexão. A exposição Amazônia Violada, assinada pelo artista visual paraense Jó Sales, abriu uma nova temporada no Fórum Landi, na Cidade Velha, reunindo obras inéditas que abordam diferentes dimensões da Amazônia contemporânea.

Nascido em Capanema, no nordeste do Pará, Jó Sales construiu sua carreira artística inspirada pelas vivências, paisagens e histórias da região amazônica. Agora, ele retorna ao circuito cultural da capital paraense com uma versão ampliada da mostra, que já recebeu mais de 10 mil visitantes durante sua primeira temporada, realizada na programação oficial da COP30 em 2025.

Nascido em Capanema (PA), o artista visual Jó Sales apresenta em Belém a nova temporada da exposição Amazônia Violada, que reúne obras inéditas sobre memória, ancestralidade e resistência amazônica.
📷 Nascido em Capanema (PA), o artista visual Jó Sales apresenta em Belém a nova temporada da exposição Amazônia Violada, que reúne obras inéditas sobre memória, ancestralidade e resistência amazônica. |Divulgação

Aberta ao público até o dia 11 de julho, a exposição integra a programação do Projeto Circular e apresenta um percurso imersivo composto por pinturas, esculturas, poesia, trilha sonora original e elementos simbólicos da própria Amazônia.

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A mostra propõe um olhar aprofundado sobre temas como ancestralidade, colonização, desmatamento, mineração, violência contra mulheres, apagamento cultural e os impactos históricos dos processos de ocupação e exploração da floresta.

“A arte permite que essas questões sejam sentidas para além dos números e das estatísticas. A Amazônia é formada por memórias, identidades, culturas e pessoas”, destaca o artista.

Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas
📷 |Luiza Quemel (@rioberaarte)

Uma travessia pela história da Amazônia

A narrativa curatorial foi organizada como uma jornada que conduz o visitante por diferentes momentos e experiências da região.

O percurso começa com o núcleo Origem Ancestral, formado pelas obras Amazonas, Banzeiro e Cunhã, que apresentam a floresta como um território vivo e coletivo.

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Na sequência, a inédita Vestígios da Colonização ocupa posição estratégica na mostra. A obra dialoga diretamente com a arquitetura histórica da Cidade Velha e propõe reflexões sobre as marcas deixadas pela colonização na paisagem amazônica.

Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas
📷 |Luiza Quemel (@rioberaarte)

O visitante segue então para o núcleo Colapso e Desequilíbrio, representado por trabalhos como Seca, Asfixia e Extinção, que abordam as consequências ambientais provocadas por décadas de exploração dos recursos naturais.

Já em A Violação, obras como Código Violado, Eviscerada, Cicatrizes, Fogo, Genocídio e Fake News ampliam o debate sobre os mecanismos de violência que afetam a Amazônia em diferentes esferas sociais, ambientais e políticas.

Ybyria: o coração da exposição

O ponto central da mostra é a obra Ybyria, apresentada como uma síntese das experiências humanas, culturais e ambientais da região.

Nesse momento do percurso, a Amazônia deixa de ser vista apenas como um espaço geográfico e passa a ser compreendida como um corpo-território, marcado por memórias, conflitos e resistência.

Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas
📷 |Luiza Quemel (@rioberaarte)

O encerramento acontece com a obra Primavera, símbolo da capacidade de renovação da floresta e da persistência da vida diante dos desafios enfrentados pela região.

Arte e patrimônio histórico

Realizada no Fórum Landi, um dos espaços mais emblemáticos da Cidade Velha, a exposição fortalece o diálogo entre arte contemporânea, patrimônio histórico e valorização cultural da Amazônia.

A mostra também integra um movimento mais amplo de incentivo à produção artística regional ligado ao futuro Casarão Ybyria – Centro de Arte e Cultura da Amazônia, projeto voltado à formação de artistas, preservação da memória e difusão da cultura amazônica.

Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas
📷 |Luiza Quemel (@rioberaarte)

Com entrada gratuita, Amazônia Violada reforça o papel da arte como ferramenta de reflexão e convida o público a enxergar a Amazônia para além da paisagem, reconhecendo-a como um território vivo, diverso e essencial para a construção da identidade brasileira.

Serviço

  • Exposição Amazônia Violada – Segunda Temporada
  • Artista: Jó Sales
  • Local: Fórum Landi – Praça do Carmo, Cidade Velha, Belém (PA)
  • Período: 07 de junho a 11 de julho de 2026
  • Visitação: Segunda a sexta-feira: 9h às 12h e 14h às 18h
  • Sábados: 9h às 12h
  • Instagram: @amazoniaviolada
  • Entrada gratuita.
Exposição gratuita de artista paraense estreia com obras inéditas
📷 |Coluna Brenda Hayashi
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