Será que viveremos para ver um técnico brasileiro ousado o suficiente para, na casa do adversário, mandar seu time à frente desde os primeiros minutos e continuar pressionando mesmo depois de botar 2 a 0 no placar? Foi o que se viu ontem no primeiro tempo de Manchester City e Barcelona.
Com a habitual categoria nos passes rápidos, saídas em velocidade e contando obviamente com a estupenda habilidade de Messi para conduzir a bola, o Barça chegou facilmente a dois gols (ambos do uruguaio Suarez) e seguiu insistindo, martelando. Superior, botava os ingleses na roda, a fim de fazer mais gols e matar o jogo.
Como não conseguiu ampliar, sofreu uma pressão dos diabos no começo do segundo tempo. Aguero diminuiu para os ingleses, mas a fúria do City durou relativamente pouco. A partir dos 30 minutos, a bola voltou para o domínio espanhol. O Barça pressionava, com Messi e Suarez, e abusava de perder chances.
Messi ainda perdeu um penal e a vitória sorriu para quem sabia o que fazer com a bola, explorando a notória superioridade técnica de seus jogadores. Em certos momentos, dava pena ver o time inglês correndo sem conseguir acompanhar a infernal troca de passes dos catalães.
Ah, sobre a perguntinha capciosa lá do primeiro parágrafo, seguramente não há dúvida quanto à resposta. Luis Henrique, mesmo sob vara no Barcelona, não deixou jamais o pragmatismo atrapalhar a filosofia do time.
Com maior ou menor intensidade, atacou sempre. Talvez por isso o Barcelona seja o clube que mais arrebanha torcedores pelo mundo. Futebol ofensivo é sempre bonito de ver.
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