A Seleção Brasileira chega desacreditada à Copa América no Chile. Nem é para menos. Carrega o fardo incômodo da decepção gerada na torcida com o vexame na Copa do Mundo. O trauma foi grande e a ferida não cicatrizou. Certas dores levam tempo para serem curadas.
Na estreia, hoje à noite, o Brasil de Dunga enfrenta o Peru de Paolo Guerrero. Em outros tempos, o fato de o time chegar sem maiores expectativas de êxito seria motivo de supersticiosa esperança. Hoje, ao contrário, é sinal de pessimismo mesmo.
Os últimos amistosos mostraram um time econômico na construção de vitórias e pouco inspirado nas articulações ofensivas. Anteontem, contra Honduras, a Seleção conseguiu errar mais passes que o modesto adversário. Alguns jogadores, como Fernandinho e Fabinho, erravam passes curtos.
O ataque vive exclusivamente da chama de talento de Neymar, cujos coadjuvantes são limitadíssimos, ao contrário dos parceiros que tem no Barcelona.
Para piorar as coisas, Copa América tem talvez sua maior quantidade de favoritos ao título. Argentina, Uruguai, Colômbia e Chile estão no páreo. Depois de anos de protagonismo, o Brasil chega desta vez como segunda força.
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