Ninguém entendeu ainda, nem o clube se preocupou em explicar, a razão de tanta resistência à reintegração do jogador Val Barreto ao elenco do Remo. É como se o atacante tivesse cometido um crime imperdoável quando defendia a bandeira azulina, o que soa estranho porque, como atleta, ele sempre mostrou empenho e luta pelas cores do clube.
Agora, depois de decisão da Justiça Trabalhista obrigando o Remo a reintegrá-lo, surgem notícias quase diárias de dirigentes que até se recusam a cumprir a determinação judicial.
Com base em exemplos recentes, de jogadores que acintosamente desrespeitaram o clube e foram depois recontratados, soa no mínimo estranho que o centroavante não seja bem recebido na volta ao Baenão. O veto chama ainda mais atenção pela flagrante carência que o Remo tem de um jogador do perfil de Barreto, que sabe brigar dentro da área e é bom no cabeceio. Por sinal, Cacaio já teve até que adiantar Eduardo Ramos como forma de compensar as fragilidades ofensivas do time.
Fundamental na campanha remista no Parazão deste ano, cabe lembrar ainda que ele foi um dos poucos a se salvar do fiasco na final da Copa Verde, em Cuiabá. Entrou nos 15 minutos finais e marcou o único gol azulino naquela fatídica noite. Talvez por isso mesmo seja adorado pela torcida e hostilizado por parte da cartolagem.
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