Não foi uma atuação de gala, mas foi suficiente para que o time voltasse a vencer, mantendo acesa a chama da esperança, mesmo que remota, no acesso. Como em outros jogos recentes, não houve organização, apenas luta por parte de alguns jogadores. Desta vez, pelo menos, os momentos de esforço superaram os de sonolência.
A noite era propícia para jogar futebol, mas a torcida não marcou presença como se esperava, apesar das promoções feitas pela diretoria do Papão. E o jogo começou aberto e interessante, bom de ver.
O cabeceio certeiro de Betinho logo aos 6 minutos indicava uma jornada tranquila, mas o Luverdense ameaçava sempre nas ações pelas laterais. Com assistência de Jonathan, Aylon fez o segundo aos 19 minutos em disparo cruzado que o goleiro Edson aceitou. Ainda assim, o confronto continuava nervoso e indefinido. Aos 46, Lázaro (de cabeça) diminuiu.
A equipe de Dado Cavalcanti voltou para o segundo tempo sob pressão e os visitantes só não chegaram ao empate devido a algumas belas defesas de Emerson, novamente com grande presença em campo. Aos 23 minutos, quando era intenso o cerco do Luverdense, Aylon recebeu na área e bateu cruzado, à meia altura. Mal colocado, o goleiro jogou contra o patrimônio, espalmando para as próprias redes.
O Papão viveu alguns minutos de tranquilidade, mas logo o Luverdense voltou à carga, criando situações de alto risco em cima da atrapalhada zaga paraense. Tanto forçou que diminuiu aos 43, com Diego Rosa, mas já era tarde para buscar o empate.
A vitória foi importante, mas a instabilidade da defesa expõe a perda do sentido de organização que caracterizava o time nos melhores momentos dentro da competição.
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