Por falar em contratações, Diego Lugano chegou carregado em triunfo ao São Paulo, como nunca foi tratado por seus irmãos uruguaios. É lógico que o torcedor pensa retroativamente, nostálgico do grande líder da conquista do título mundial sobre o Liverpool. Natural que a memória insista em turvar a realidade, principalmente quando há paixão envolvida.
Em fim de carreira, Lugano estava esquecido no Paraguai depois de perder espaço na seleção de seu país. Aliás, um dos últimos episódios marcantes do carniceiro beque foi sua aloprada entrevista depois da suspensão de Luiz Suárez durante a Copa do Mundo no Brasil.
Diante de jornalistas do mundo inteiro, Lugano teve a pachorra de atribuir a influências políticas do Brasil o rigor da Fifa em relação a Suárez, que havia mordido as costas de um zagueiro italiano. Desrespeitoso, insinuou que a Seleção seria beneficiada, supostamente por temer encarar o Uruguai num possível cruzamento.
Fosse Lugano um brasileiro no Uruguai, dificilmente teria nova chance. Como este é um país tropical e tolerante, ele está de volta como se nada tivesse dito. Idolatrado pelos são-paulinos, tem tudo para ingressar na galeria dos veteranos que obtém no Brasil a aposentadoria dos sonhos.
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