"A safra nas bases dos clubes paraenses é muito fraca. Enquanto os 'professores' priorizarem a força em detrimento da técnica, vamos continuar nessa escassez de talentos. Acompanho meu filho, desde os seus 11 anos, quando o mesmo foi convidado para fazer testes em um clube aqui do Pará. Ele foi aprovado nas peneiras e ficou fazendo parte do sub-13 desse clube, até completar 13 anos. Após alguns meses parado, por conta de férias e paralisação das atividades da categoria, voltou ao clube para prosseguir, já fazendo parte da categoria sub-15. Ao ser apresentado ao novo professor, foi observado da cabeça aos pés e depois avisado de que teria que fazer testes para poder fazer parte do elenco. Só para constar: meu filho é franzino, mas muito habilidoso e inteligente. Após essa conversa, meu filho me olhou e falou que nunca mais colocaria os pés lá. Hoje, aos 15 anos, vai iniciar o nível médio, joga suas peladas e fala que só fará testes em clubes de fora do Estado, pois já sentiu como as coisas funcionam por aqui."
Osvaldo Costa, a respeito da coluna de ontem sobre as divisões de base.
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